terça-feira, 9 de maio de 2023

Projeto "Sem Papas na Língua"

PROJETO: "SEM PAPAS NA LINGUA" 4ºESO

"Virar a casaca"

    Certamente já usaste uma casaca, mas sabes que existe uma expressão idiomática que usa essa palavra? Provavelmente já ouviste a expressão “virar a casaca”, mas sabes o seu significado e a sua história? 

     Hoje, esta expressão não tem relação com a roupa, refere-se a uma pessoa que muda de opinião com muita facilidade ou que vai para “outro lado” sem problema. É provável que quando ouças isso, tenhas alguém na tua cabeça, aquele típico amigo que, ao perder um jogo de futebol, muda para a outra equipa que vai a ganhar… 

    Agora que tu já conheces o seu significado, é hora de falarmos sobre a sua história, que é muito interessante e vai ajudar-te a compreender o por quê da expressão idiomática. A origem desta expressão remonta ao século XIV, mais especificamente à época da Reforma Luterana. Nesta altura, as fações de cada tendência distinguiam-se umas das outras pela cor das casacas que usavam.

    Outra versão diz que a expressão vem do tempo em que a casaca fazia parte do uniforme militar, usado pelos soldados a pé ou a cavalo. Vestir a casaca ao contrário, ou do avesso, é uma prática antiga e versátil, oportunamente utilizada por quem tem interesse nisso. Ao que parece, Carlos Emanuel III de Saboia, fê-lo com perícia. Isso fez com que, com o tempo, a expressão “virar a casaca” se tornasse popular e fosse usada em qualquer situação sem ter de olhar para as roupas usadas pela pessoa. Esta expressão já é comum nas nossas vidas e certamente há pouca gente que nunca a tenha ouvido. 

    Esta expressão também existe noutras línguas, em espanhol, por exemplo, existe a expressão “ser un chaquetero” que significa a mesma coisa. Hoje em dia usamos esta expressão em muitos casos. Um exemplo é: “Tu vais ter de virar a casaca, se quiseres sobreviver”. Em espanhol seria: “Te convertirás en traidor si quieres sobrevivir aqui”. 

    Agora que já conheces a história e o significado, podes impressionar alguém com os teus novos conhecimentos. 

    Yasmin Fuentes Sánchez, Hugo Núñez Barquero, Jesús Ortíz Borrego 4ºB/C

Fontes de informação: 

https://context.reverso.net/traduccion/portugues-espanol/virar+a+casaca

https://ensina.rtp.pt/artigo/virar-a-casaca-o-avesso-da-questao-ou-a-questao-do-avesso/


“Ficar a ver navios”

    A expressão “Ficar a ver navios” tem origem na época dos Descobrimentos, em Portugal. Naquele tempo, os navios eram a principal forma de transporte e comércio de mercadorias entre Portugal e outras partes do mundo. Os portugueses, liderados pelo Infante Dom Henrique, estavam empenhados em explorar novos territórios, descobrir novas rotas comerciais e estabelecer contatos com outras culturas.

    A expressão “ficar a ver navios” teve origem numa situação específica que ocorreu durante a expedição do navegador Vasco da Gama à Índia, em 1498. Quando chegou à costa de Calecute, na Índia, Vasco da Gama tentou estabelecer contato com o Samorim, o governante local. No entanto, o Samorim recusou-se a receber os portugueses e ordenou que eles partissem.

    Vasco da Gama e seus homens ficaram ancorados ao largo da costa, à esperança que o Samorim mudasse de ideias. No entanto, depois de vários dias de espera, perceberam que não seriam bem-vindos e partiram. Os portugueses ficaram “a ver navios”, ou seja, à espera, em vão, por uma oportunidade que nunca chegou.

    Desde então, a expressão “ficar a ver navios” é usada em na língua portuguesa para referir situações em que alguém fica à espera de algo que nunca acontece ou que acaba por ser inútil ou frustrante. A expressão tornou-se popular e é usada ainda hoje em Portugal e noutros países de língua oficial portuguesa. A expressão também adquiriu uma forma de escárnio para aqueles que, apesar de estarem perto da costa, não se aventuraram a sair para o mar.

    A história da expressão “ficar a ver navios” é um exemplo do legado deixado pelos Descobrimentos Portugueses. Essa época da história de Portugal foi marcada pela coragem, pela determinação e pela curiosidade dos navegadores portugueses, que expandiram os horizontes do mundo então conhecido e estabeleceram um império global. As suas conquistas tiveram um impacto duradouro na cultura, na língua e na identidade do país e ainda hoje são lembradas e celebradas. 

    Carmen Tamayo y Natalia Tardío

https://www.significados.com.br/ficar-a-ver-navios/

https://iberismos.com/expresiones-portuguesas-graciosas-origenes/


“Ir para o maneta”

    A origem da expressão “ir para o maneta” remonta ao tempo das invasões francesas em Portugal. Referência ao general francês Loison, conhecido pela alcunha de «o maneta» e pelo terror que despertava nas populações que eram invadidas.

    Por causa de um acidente de caça, que lhe custou um braço, ficou conhecido como “o Maneta”, mas Louis Henri Loison, um dos generais franceses de Napoleão que participou nas três invasões franceses, deixaria a marca e memória em Portugal devido à sua brutalidade. O medo que ele transmitia, a sua crueldade e a forma como torturava e executava os inimigos, especialmente os guerrilheiros portugueses, levaram à criação da expressão “ir para o maneta” que se mantém ainda hoje.

    Também encontramos algumas fontes que remetem outra informação, mas as fontes não são seguras. Alguns estudiosos da língua portuguesa acreditam que a expressão possa ter surgido durante a época das navegações, quando as embarcações tinham um timão de madeira que era operado por um marinheiro chamado de “maneta”. Quando um navio perdia o controle do timão e começava a girar em círculos, dizia-se que o navio “ia para o maneta”, indicando que estava descontrolado e à deriva.

    Independentemente da origem exata da expressão, é certo que se tornou parte do vocabulário cotidiano das pessoas de língua portuguesa. Muitas vezes, é usada de forma jocosa para indicar que algo não funcionou ou não deu certo. Por exemplo, se alguém tenta iniciar um negócio e fracassa, pode-se dizer que “foi para o maneta”.

    No entanto, é importante lembrar que as expressões idiomáticas podem ser mal interpretadas por pessoas que não estão familiarizadas com elas. É possível que alguém que não conheça a expressão “ir para o maneta” possa achar que ela é ofensiva ou desrespeitosa com as pessoas que têm deficiências físicas.

    Por isso, é sempre importante usar as expressões idiomáticas com cuidado e entender seu significado completo antes de usá-las em conversas ou textos. A língua portuguesa é rica em expressões idiomáticas, que podem trazer cor e humor à comunicação, mas é preciso ter sensibilidade e bom senso para usá-las de forma apropriada e respeitosa.

    Pablo Montero Vera / Daniel Martín

FONTES: cvc.instituto-camoes.pt 

ciberduvidas.iscte-isl.pt 


“SAUDADE”

    A palavra “saudade” vem do Latim (solitāte) e tem muitos significados, mas em geral é um sentimento de “mágoa, nostalgia e incompletude, causado pela ausência, desaparecimento, distância de pessoas, épocas, lugares a que se esteve afeita e ditosamente ligado e que se desejaria voltar a ter presentes”.

    Carolina Michaëlis defendeu, em 1922, a origem da palavra advém do latim feminino plural solitatem, num ensaio que ia muito além da simples análise etimológica, adentrando-se na literatura. C. Bastos tratou, em 1914, das relações entre as diferentes formas da palavra saudade em galego e português. Atualmente, há três hipóteses que não recorrem a processos de evolução fonética regular para explicar a forma moderna da palavra saudade.

    A primeira, a adaptação para uma melhor adequação fonética simbólica, um processo de aproximação a formas mais harmónicas ao ouvido. A segunda, a Analogia com outras palavras iniciadas por “saud” em português e no galego, isto é, a possível influência de salutare, salute, salutate… Por último, a influência Influência literária, com a “falsa latinização” de “oi” para “au”, contrariando a habitual mudança de “au” para “oi”.

    Como exemplo da riqueza e profundidade do seu significado, podemos citar o movimento estético e literário do início do século XX em Portugal conhecido como Saudosismo. Este é uma corrente cultural, literária, política e filosófica nascida do Neoromantismo. O órgão de expressão do Saudosismo foi a revista A Águia, fundada em 1910, num ambiente conturbado pela recente proclamação da República Portuguesa, as posteriores tentativas de restauração da monarquia e a proximidade da Primeira Guerra Mundial. Os seguidores deste movimento agruparam-se na Renascença Portuguesa, um movimento que procurava “revelar a 'alma lusitana', integrá-la nas suas qualidades essenciais e originais”. O poeta Teixeira de Pascoaes, figura central do saudosismo, falava nas páginas de A Águia da “alma excepcional, instintivamente naturalista e mística, que criou a saudade, promessa de uma nova civilização lusitana”. A promessa existe por parte do poeta, mas, mais importante, é que a palavra “saudade” é um símbolo da língua portuguesa.

Íñigo García Ganivet 4 ESO A

Fontes:

https://es.wikipedia.org/wiki/Saudade

https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/


 “Uma origem de lenda”

    A expressão “ter um calcanhar de Aquiles”, em espanhol “tener un talón de Aquiles” tem uma origem muita antiga, na Grécia Antiga, mais especificamente na mitologia grega. Comumente diz-se “ter um calcanhar de Aquiles” quando falamos de algo ou alguém que tem alguma fraqueza ou um defeito mínimo.  Depois desta pequena explicação do significado, vamos aprender um pouco de mitologia grega para conhecer o protagonista desta expressão idiomática.

    Aquiles, em grego (Ἀχιλλεύς - Achilléus), filho da ninfa do mar, Tétis, uma das cinquenta nereidas, e de Peleu, rei dos mirmidões. Foi um herói da mitologia grega e um dos protagonistas da Ilíada, de Homero. Existem duas versões da origem deste “calcanhar” tão conhecido.

    A primeira, de acordo com a mitologia, quando o Aquiles nasceu, Tétis, a sua mãe, queria torná-lo imortal, submergindo-o no rio Estige (na região do Tártaro), um rio no qual qualquer pessoa se tornava invulnerável depois de se banhar nas suas águas. Mas houve um problema, o calcanhar do nosso herói não foi submergido nas águas do rio, ficando vulnerável, ao contrário do resto do seu corpo. 

    A outra versão conta que Tétis ungiu o nosso herói com ambrosia, o néctar dos deuses, e pegou-lhe fogo, de forma a queimar todas as suas partes mortais, mas foi interrompida por Peleu, o pai do Aquiles, ficando o processo por terminar.

    Apesar dos feitos tão valentes de Aquiles, este teve um final trágico, como muitos outros heróis da mitologia grega. A sua morte tem muitas versões, mas a mais aceite relata que o seu único ponto fraco, o seu calcanhar, foi alcançado por uma flecha envenenada, atirada pelo príncipe Páris, guiada por Apolo (o Deus da Música, da Poesia e do Tiro com Arco). Páris queria matar Aquiles para vingar a morte de Heitor, o seu irmão, e também vingar a morte de Tenes, filho do deus Apolo.

    É por isso que quando dizemos que “temos um calcanhar de Aquiles” nos referimos a ter um ponto fraco, porque Aquiles era invencível, exceto naquele pequeno e improvável ponto do seu corpo.

Ethan Torres Pulido, Celia Ramos Rodríguez, 4ºD

Fontes:

Infopédia → https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$lenda-de-aquiles

Wikipedia → https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Calcanhar_de_aquiles


"SEM PAPAS NA LINGUA"

    "Sem papas na língua" é uma expressão idiomática muito usada por pessoas de todo o mundo. Esta expressão também está presente noutras línguas, por exemplo no espanhol a qual é traduzida como "sin pelos en la lengua". Sem papas na língua é usada ou utilizada para dizer que alguém não tem filtros ao falar e diz realmente o que pensa, por exemplo: ganhaste muito peso nos últimos meses, esses ténis novos são um bocado feios; ou também para dar um exemplo mais contextualizado, imagina que a tua filha está a fazer um desenho de família e mostra-to, e, quando o vês, dizes-lhe que é horrível. Neste caso serias uma pessoa "sem papas na língua". A palavra “papas” pode referir-se a um alimento de consistência cremosa ou, informalmente, a qualquer alimento. Então, “não ter papas na língua” é não ter a boca cheia de comida, sendo capaz de falar com liberdade. 

    Na gíria “sem papas na língua” passou a ser usada para quem não tem filtro para falar sobre o que quer que seja. Mas a expressão também admite diferentes acessões, por exemplo uma que diz que as “papas na língua” fazem com que a tua forma de falar não seja clara. Imagina que estás numa reunião de negócios importante e o teu chefe faz uma pergunta direta sobre um assunto que tu não estás totalmente familiarizado. Tu começas a falar, mas de repente percebes que não tens certeza do que estás a dizer e começas a gaguejar. O teu chefe percebe a hesitação e pergunta se entendeste a pergunta. Tu respondes que sim, mas que não sabe a resposta exata. Nesse momento, o teu colega ao lado diz: "Parece que estás com papas na língua". Em conclusão, é uma expressão útil e popular sobre a qual foi interessante investigar e falar, é importante conhecer e aprender sobre a língua e a sua história.

David Muñoz Tolosa, Alfonso López Culebras, Pablo Cidoncha Marín.

Fontes: 

ChatGPThttps://dicionario.priberam.org/n%C3%A3o%20ter%20papas%20na%20l%C3%ADngua


O.K.

    A origem da palavra “OK” remonta a uma moda na década de 1830, que consistia em abreviaturas ortográficas incorretas, de modo que apenas aqueles que conheciam o código se compreendessem mutuamente. Um exemplo disto são as abreviaturas: 

KC – “Knuff CED”, OW – “Oll Wright” ou KY – “Know Yuse”. 

    O caso da palavra OK foi distinto, tendo em conta que a abreviatura começou a espalhar-se quando foi utilizada no “Boston Morning Post”, a 23 de Março de 1839. Em pouco tempo, outros jornais começaram a utilizar a expressão, e esta deixou de ser algo que só as pessoas em Boston entendiam. Isto levou até o Presidente dos EUA, Martin Van Buren, a usá-la como slogan na sua campanha de reeleição de 1840. A campanha fez com que a palavra OK fizesse parte do vocabulário americano. Enquanto as abreviaturas acima referidas começaram a sair de moda, houve uma invenção que manteve vivo o protagonista desta história e o tornou numa linguagem funcional: o telegrama.

    O telegrama surgiu em 1844, apenas cinco anos após do termo OK. Transmitia mensagens curtas através de impulsos elétricos utilizando pontos e traços, representando as letras do alfabeto. Este foi um ponto de viragem para o OK, uma vez que as duas letras eram fáceis de escrever e dificilmente seriam confundidas com outra coisa. Foi rapidamente adotado como o reconhecimento padrão de uma transmissão recebida.

    Mas há outra razão pela qual o OK se manteve relevante ao longo do tempo e tem a ver com o aspeto do “K”, ou mais especificamente com o aspeto e com o som do “K”. É muito invulgar uma palavra inglesa começar com a letra K, o que desencadeou uma onda chamada "Kraze for K" no virar do século na publicidade e na impressão, que consistia em mudar os “C” duros para a letra “K” para atrair a atenção. É surpreendente como o OK desde o século XIX até ao século XXI continua vigente!

Alberto Haut Ardila

Fonte: Why we say “OK” 


“Por uma unha negra”

    Ao longo da história, passamos por momentos um pouco complicados, que no final foram alcançados. Sempre tendemos a usar palavras, frases ou onomatopeias como: “uf”, “graças a Deus”, “meu deus” ou outro quando conseguimos sair daquela situação. Mas sem dúvida existe um que costumamos usar muito, é "por uma unha negra".

    Acerca da origem desta expressão, conta-se que um casal possuía dois negócios. O marido tinha uma oficina de automóveis e a mulher uma padaria onde fazia o pão no forno. Devido à sua profissão de mecânico, o homem exercia sempre com luvas para, quando fosse mexer na massa ou no pão, não o contaminar com o cheiro do óleo. Ele era muito cuidadoso, mas um dia, na oficina, esqueceu-se de colocar as luvas e ficou com uma unha negra de óleo. Preocupado, porque tinha de tirar o pão do forno, saiu da oficina para ir a casa limpar convenientemente o dedo.

    O homem estava tão preocupado que, ao atravessar a estrada quando se deslocava para casa, não reparou e foi ligeiramente abalroado por uma carrinha. Por coincidência, a carrinha era de distribuição do pão e era conduzida pela sua mulher. A padeira saiu do carro e, sem se preocupar com o estado nem com a integridade física do marido, perguntou-lhe se já tinha tirado pão do forno. O marido, em choque, ripostou que não o tinha tirado ainda porque tinha a unha negra com óleo de automóvel e queria limpá-la primeiro.

    A mulher, ao ver o marido caído no chão, ficou furiosa e gritou-lhe, irritada: “Deixaste queimar o pão por uma unha negra? O que eu devia era ter-te atropelado. Assim, ficavas todo negro e já não era só a unha!”.

    Concluindo, o homem escapou de ser atropelado com gravidade, por uma coisa de nada ou por um triz; e a padeira ficou com o pão queimado no forno, por uma unha negra. Com efeito, em Portugal, esta expressão informal designa uma pequena distância ou margem mínima pela qual se ultrapassou ou falhou algo.

    Agora já sabes como te expressares ao passares por um desafio “por uma unha negra”!

Manuel Álvarez Calleja 4D


Fontes:http://falamoseaprendemosportugues.blogspot.com/

         https://drive.google.com/file/d/11QrYw8J-8N1DHi_KQLWQODQfz2QG8UM2/view

            https://context.reverso.net/traduccion/espanol-portugues/por+los+pelos


AFOGAR O GANSO!

    “Afogar o ganso” é uma expressão popular brasileira e também utilizada no português europeu que se refere a uma relação sexual. É um termo considerado vulgar e geralmente não é utilizado em contextos formais ou educados. É importante lembrar que o respeito e a educação são fundamentais nas relações interpessoais, e o uso de linguagem vulgar pode ser ofensivo para muitas pessoas. Por isso, é recomendado evitar o uso de expressões desse tipo em situações formais ou em presença de pessoas desconhecidas ou que possam se sentir ofendidas.

    De onde vem a expressão “afogar o ganso”?

    A origem desta expressão, utilizada para se referir ao acto sexual, remonta ao início do século XIX e procede do costume das classes burguesas e aristocráticas de consumir o pó de tabaco chamado “rapé”. Na realidade, não se trata de uma expressão moderna, mas com mais de um século, quando um dos costumes entre as classes burguesas e aristocráticas era o de consumir rapé, um tipo de tabaco que não se fumava, mas se inalava pelo nariz, o que tendia a causar espirros irritantes. Portanto, os cavalheiros que o consumiam nas festas e reuniões da sociedade retiravam-se para outra sala com a intenção de "pulverizar o nariz" e depois limpavam os resíduos das suas narinas. Além disso, não era educado consumi-lo em frente das mulheres. Com o tempo, esta desculpa para estar ausente do encontro começou também a ser usada para ter encontros sexuais fugazes e apaixonados com a amante do dia, que esperava o cavalheiro noutra sala. Isto significava que quando alguém na reunião perguntava sobre o paradeiro do ausente, havia sempre alguém que respondia que ele tinha ido "afogar o ganso".

    Outra teoria, talvez ainda mais improvável que a anterior, é que na antiguidade os chineses satisfaziam suas necessidades sexuais com os gansos. Pouco antes da ejaculação, afundavam a cabeça de ave em lagos, para sentirem os espasmos (contrações musculares involuntárias). Daí a expressão "Afogar o ganso" relacionar-se com o ato sexual. 

Juan Pérez Lillo e Juan Francisco Rebosa 4°A

Fontes: 

https://chat.openai.com/#

https://www.estandarte.com/noticias/idioma-espanol/de-donde-viene-la-expresion-echar-un-polvo_2590.html

https://expressoespopulares.wordpress.com/2010/03/11/afogar-o-ganso-a-origem/#:~:text=Os%20chineses%20satisfaziam%20suas%20necessidades,seja%2C%20relacionar%2Dse%20sexualmente.


    "Resvés Campo de Ourique!"

     Com certeza tu não sabes o que significa esta expressão e usas mais do que pensas, sem ir mais longe, no dia a dia? "Resvés Campo de Ourique” quer dizer “mesmo a tempo", ou mais conhecido em inglês como “right in time”. Quando nós fazemos uso desta expressão, queremos indicar que é o momento perfeito ou apropriado. Um exemplo muito comum do uso dessa expressão é quando alguém está prestes a se atrasar, mas finalmente chega na hora.

    As origens desta expressão remontam à história da cidade de Lisboa. Campo de Ourique é um bairro numa colina de Lisboa, originalmente localizado a alguma distância do centro histórico da cidade. Quando o famoso e terrível terremoto se aproximou de Lisboa no dia 1 de novembro de 1755, as pessoas fugiram o mais alto que puderam. Os moradores de Campo de Ourique tremeram com a aproximação do maremoto, mas felizmente mantiveram-se dentro do bairro e mantiveram-se todos seguros. Trinta e cinco arcos do aqueduto sobreviveram ao terremoto sem cairem.

    Outros, no entanto, dizem que isso não é a origem. Campo de Ourique fica a cerca de 100 metros acima do nível do mar. A altura da onda foi de 5 metros, no máximo 10 metros, portanto nunca chegou a Campo de Ourique. A expressão advém da construção da estrada da circunvalação no século XIX, que definia os limites da cidade e exigia uma série de alojamentos que não chegavam a Campo de Ourique.

    De certeza que agora, que já conheces mais sobre esta expressão, vais utilizá-la mais frequentemente.

Carmen Marina González Fernández  e Isabel Barbero Lorido da turma 4.ºA

As fontes do primeiro parágrafo é da web  https://audaces.com/es/blog/justo-a-tiempo

As fontes do segundo parágrafo são da web erasmusu.com no artículo 100 Expresiones Idiomáticas Portuguesas! #Parte1 e de dicionário inFormal.

A fonte do terceiro parágrafo é de dicionário inFormal.


"Cara de Pau"

    A língua portuguesa é rica em expressões idiomáticas que podem gerar curiosidade ou confusão para falantes de outras línguas. Uma expressão interessante que existe em Portugal é "cara de pau". Esta expressão pode parecer estranha ou engraçada para quem não está familiarizado com ela, mas para os falantes do português de Portugal, é uma expressão comum que transmite uma mensagem clara e direta.

    A expressão "cara de pau" é utilizada para descrever alguém que age com impudência ou sem vergonha. O termo "cara" refere-se ao rosto ou à face, enquanto "pau" significa madeira, mas, neste contexto, "pau" é utilizado para se referir à falta de sensibilidade ou vergonha da pessoa em questão. Essa expressão é utilizada tanto em situações informais quanto formais, como em discursos políticos ou artigos de jornal.

    De acordo com o dicionário online Priberam, a expressão "cara de pau" é originária do Brasil e foi incorporada ao português de Portugal ao longo do tempo. O Priberam também cita exemplos de uso em diferentes contextos, como: "Ele mentiu com tanta cara de pau que quase me convenceu" ou "aquela política tem a cara de pau de dizer que não sabia de nada".

    Outro exemplo de uso da expressão pode ser encontrado no livro "Ensaio sobre a Cegueira" de José Saramago. Na obra, o autor utiliza a expressão num diálogo entre personagens: "Esses homens que têm a cara de pau de ir às ruas protestar contra o que chamam de corrupção são os mesmos que, quando têm oportunidade, levam a mão ao pote".

    A expressão "cara de pau" é um exemplo interessante de como a língua portuguesa pode usar termos que parecem desconexos para transmitir uma ideia clara e precisa. Embora originária do Brasil, esta expressão é amplamente utilizada em Portugal e em outros países lusófonos. É uma expressão divertida que pode ser utilizada em situações informais e formais, e que ajuda a enriquecer ainda mais o léxico do português de Portugal.

    Carlos Escobar Moirón  

    Agustín García Esteban 4°A

Referências bibliográficas:

Priberam. "Cara de pau". Disponível em: https://dicionario.priberam.org/cara%20de%20pau. Acesso em 18 de abril de 2023.

SARAMAGO, José. Ensaio sobre a Cegueira. Editora Companhia das Letras, 1995.


"COISAS DO ARCO DA VELHA"

    Nunca te perguntaste de onde vem a expressão “coisas do arco da velha” e qual sua origem?

    É sabido que, por volta do século XIX, a expressão "arco da velha" servia para descrever o arco-íris, algo que já não é tão comum nos dias de hoje como antes. Uma das explicações por trás dessa expressão é que essa denominação foi criada graças à história bíblica de Noé, quando, depois do dilúvio, Deus criou o arco-íris para demonstrar a sua aliança com o ser humano, e que não voltaria a enviar outro dilúvio dessa magnitude. 

    Mas, sabes por que a velha aparece nesta expressão? O que é que uma senhora idosa tem a ver com o bonito fenómeno meteorológico? O termo "velha" representa a velha aliança que Deus formou com o Homem. Por esse motivo o arco-íris também é conhecido como arco-da-aliança.

    Uma explicação alternativa para a origem desta expressão é que originalmente ela seria "arca da velha" e não "arco da velha". Isto porque as senhoras de certa idade tinham o hábito de guardar coisas incríveis e espantosas nas suas arcas. 

    Basicamente, usa-se quando uma situação relatada não faz sentido nenhum e demonstra alguma falta de noção por parte de quem a praticou. Esta expressão também se pode utilizar para enfatizar uma situação rocambolesca e pouco justificada, ou algo fantástico e espantoso. Hoje presente quase exclusivamente na expressão “do arco-da-velha”, significa “inacreditável, inverossímil, fantasioso”. “Do arco da velha” faz referência a um fato passado, antigo. Um exemplo para usar esta expressão é: "O meu avô começou a falar dos seus tempos de infância e contou muitas histórias do arco da velha".

    Em espanhol “arco-da-velha” tem o significado de "arco-íris" mas a expressão completa, que é “coisas do arco-da-velha” significa “increíble”, “fantástico”, etc.

    Não é das expressões idiomáticas mais utilizadas, mas muita a gente sabe que existe mas pouca sabe qual é a sua história.

Ariadna Fernández Gallego 4ºA

Olivia Torrella Méndez 4ºD


"Fazer uma coisa com a perna às costas"

    Recentemente, lendo um artigo em português, o meu colega e eu ouvimos a expressão "Fazer uma coisa com a perna às costas" é uma expressão idiomática muito usada no português, que se traduziria literalmente como "fazer algo com a perna nas costas". Esta expressão é usada para se referir a fazer algo muito fácil ou sem qualquer esforço.

    Curiosamente, no espanhol latino-americano existe uma expressão muito semelhante a esta, embora com algumas variações na sintaxe e vocabulário utilizados. No México, por exemplo, diz-se "fazer algo com as mãos na cintura", enquanto na Argentina é usada a expressão "fazer algo com uma mão atrás". Estas expressões também são usadas para indicar que algo é muito fácil de fazer.

    Quanto à origem da expressão "fazer uma coisa com a perna às costas", existem várias teorias sobre ela. Alguns sugerem que a expressão vem do mundo equestre, onde cavaleiros mais experientes podem fazer certas acrobacias montando cavalos sem qualquer dificuldade. Outros sugerem que a expressão se originou no reino da dança, onde os dançarinos mais habilidosos podem executar movimentos complexos sem esforço aparente.

    De qualquer forma, o que é interessante é como as expressões idiomáticas podem ter origens muito diversas e, por vezes, desconhecidas para a maioria das pessoas que as usam no seu dia a dia. Além disso, estas expressões variam frequentemente de uma região para outra, o que demonstra a diversidade linguística que existe numa língua.

    Em conclusão, a expressão "fazer uma coisa com a perna as costas" é outro exemplo da riqueza da linguagem e de como as expressões idiomáticas podem ter origens e sentidos muito diversos. Além disso, o fato de expressões semelhantes existirem noutros países de língua espanhola mostra-nos como a língua evolui e se adapta às necessidades e usos de diferentes culturais e das regiões.

Nicolás e Hugo 4ºA/D


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