Este é um blog de português dinamizado por professores da língua de Camões em Espanha! Aqui podes encontrar muitas atividades e iniciativas da relacionadas com a disciplina de língua portuguesa em território mais além da raia... Segue-nos através deste espaço!
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quarta-feira, 10 de junho de 2020
quinta-feira, 8 de junho de 2017
«Kuduro» do José Malhoa (Há festa em português no Moñino!)
A celebração do "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades" foram uma festa na nossa escola secundária! A prova disso é que as colunas da nossa aparelhagem cairam ao som do José Malhoa e aguentaram a queda, como constatou o professor Alfonso com um: "FUNCIONA"!
Parabéns a todos os envolvidos no projeto! Somos uma ESCOLA VIVA!!!!
«Dança Kuduro» pelos alunos de 1°Bachillerato e 4°ESO do IES Rodríguez M...
Já tínhamos falado nas aulas sobre o que era o "Kuduro" e, coreografados pela professora Catarina, pusemos em prática o que aprendemos no campo de jogos da nossa escola secundária! Vejam só como o ritmo nos flui pelo corpo!
«Cântico Negro» de José Régio pelos alunos de 4°ESO A
"Não, não vai por aí!", a turma de 4ºESO A vai por onde a leva os seus próprios passos e todos nós no Departamento de Português do IES Rodríguez Moñino estamos orgulhosos de ver que são passos firmes e decididos!
Cântico Negro
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'
«Pedra Filosofal» de António Gedeão pelos alunos de 4° ESO A do IES Rodr...
O 4ºESO A é uma daquelas turmas que não precisámos de ensinar-lhe que o sonho comanda a vida, pois são o exemplo de que vale a pena sonhar e que com eles o mundo pula e avança com a alegria da infância. Obrigado amigos!
Pedra Filosofal - António Gedeão
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
«Amar Pelos Dois» de Salvador Sobral interpretada pelos alunos do 2° ESO...
Na celebração do "Dia de Portugal", os nossos alunos de 2ºESO A e B, ensaiados pelas professoras María José e María Carmen, cantaram a canção do Salvador Sobral, "Amar pelos dois". Estão todos de parabéns!
terça-feira, 9 de junho de 2015
10 de junho
O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas é comemorado nesta quarta-feira, dia 10 de junho. Neste dia assinala-se a morte de um grande escritor português: Luís de Camões que faleceu no dia 10 de junho de 1580. Este
escritor foi uma das pessoas que mais elogiou as aventuras dos seus antepassados através de um livro intitulado "Os Lusíadas".
Ele próprio era um grande aventureiro.
Luís de Camões
Para saberes mais, clica neste link.
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