Este é o blog de português do IES Rodriguez Moñino de Badajoz! Aqui podes encontrar muitas atividades e iniciativas da relacionadas com a disciplina de língua portuguesa na nossa escola. Segue-nos através deste espaço!
quinta-feira, 15 de junho de 2017
OFICINA DE CONSTRUÇÃO DE ADUFES.
Estas são as fotografias tiradas na oficina de construção de adufes da turma de 2ªD ESO. A atividade foi coordinada pela professora Catarina Lages a propósito da comemoração do Dia da Língua Portuguesa. Os instrumentos formaram parte duma exposição de trabalhos no CPR de Badajoz cujo tema foi a lusofonia musical. O resultado foi espetacular e os instrumentos tiveram muito sucesso.
quarta-feira, 14 de junho de 2017
Uma boa forma de combater o calor é com os nossos spinners fabricados na aula de português!
A turma de 1° ESO D aproveitou a sugestão da «Visão Junior» deste mês e fabricou os seus próprios spinners a partir de uns tutoriais em português! Aqui têm um video com o produto final!
https://youtu.be/IUJx5fUAitc
«Portugal aqui ao lado 2016/17» (Exposição do 2° ESO de português)
Esta é a nossa exposição com as fotos dos alunos de 2° ESO da disciplina de português. Muitos parabéns a todos os participantes!
domingo, 11 de junho de 2017
VISITA AO CENTRO DE CIÊNCIA DO CAFÉ
Aqui temos um vídeo com algumas fotografias da nossa divertida e educativa visita ao Centro de Ciência do Café, em Campo Maior, e do passeio nas redondezas do Forte de Graça, na cidade de Elvas. Ainda se lembram do intenso cheiro a café no museu?
Fotografia de grupo.
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Sobre a celebração do dia de Portugal...
Aqui ficam mais algumas fotos da celebração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas na nossa escola.
A Lucía e Laura do 2º D recitaram o poema "Antigamente" de Luisa Ducla Soares.
A Lucía e Laura do 2º D recitaram o poema "Antigamente" de Luisa Ducla Soares.
Os professores de português também deram o seu contributo.
Uma mensagem para os meus amigos de 1ºBachillerato:
Caríssimos amigos, chegámos ao fim de mais um ano letivo. O
tempo passa a correr e parece que foi ontem que vocês aqui chegaram, “quase
bebés”, a esta escola secundária, no entanto já chegámos ao final do “1ºBachillerato”.
Vem aí o último verão antes de abandonarem o ensino secundário e embarcarem em
novos voos como a universidade, outras formações ou a vida laboral.
Para alguns de vocês este é o último ano que estudam esta
língua vizinha e irmã do espanhol, outros não e ver-nos-emos no próximo ano
para continuar com as nossas atividades de aprender português, porém, para
todos (porque acredito que as coisas boas se devem mencionar e partilhar), gostaria
de vos dizer o privilégio que é ver-vos crescer e constatar que, para além de
cada vez dominarem mais a língua que vos ensino, vocês me ajudam a acreditar
num mundo melhor do qual serão personagens principais.
Descansem muito, vivam muito, não tenham vergonha de querem
ser felizes pois, se uns sapatos nos apertam, o melhor é livrarmo-nos deles e
caminhar descalços na areia inexploradas que é o vosso futuro!
Quanto a mim, o vosso professor, só me resta agradecer a
vossa atenção ao longo destes anos e escrever aqui, neste nosso blog, o quão
orgulhoso estou de todos vós!
Aquele abraço,
Luis Leal
«Kuduro» do José Malhoa (Há festa em português no Moñino!)
A celebração do "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades" foram uma festa na nossa escola secundária! A prova disso é que as colunas da nossa aparelhagem cairam ao som do José Malhoa e aguentaram a queda, como constatou o professor Alfonso com um: "FUNCIONA"!
Parabéns a todos os envolvidos no projeto! Somos uma ESCOLA VIVA!!!!
«Dança Kuduro» pelos alunos de 1°Bachillerato e 4°ESO do IES Rodríguez M...
Já tínhamos falado nas aulas sobre o que era o "Kuduro" e, coreografados pela professora Catarina, pusemos em prática o que aprendemos no campo de jogos da nossa escola secundária! Vejam só como o ritmo nos flui pelo corpo!
«Cântico Negro» de José Régio pelos alunos de 4°ESO A
"Não, não vai por aí!", a turma de 4ºESO A vai por onde a leva os seus próprios passos e todos nós no Departamento de Português do IES Rodríguez Moñino estamos orgulhosos de ver que são passos firmes e decididos!
Cântico Negro
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'
«Pedra Filosofal» de António Gedeão pelos alunos de 4° ESO A do IES Rodr...
O 4ºESO A é uma daquelas turmas que não precisámos de ensinar-lhe que o sonho comanda a vida, pois são o exemplo de que vale a pena sonhar e que com eles o mundo pula e avança com a alegria da infância. Obrigado amigos!
Pedra Filosofal - António Gedeão
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
«Amar Pelos Dois» de Salvador Sobral interpretada pelos alunos do 2° ESO...
Na celebração do "Dia de Portugal", os nossos alunos de 2ºESO A e B, ensaiados pelas professoras María José e María Carmen, cantaram a canção do Salvador Sobral, "Amar pelos dois". Estão todos de parabéns!
Fotos da peça de teatro «O Bojador», de Sophia de Mello Breyner, interpretada pelos alunos do 4°ESO B
Aqui temos algumas fotos da peça de teatro «O Bojador», da autoria de Sophia de Mello Breyner, interpretada pelos alunos do 4°ESO B e ensaiados pelas professoras Luisa Antón e Catarina Lages. Temos artistas!
quarta-feira, 7 de junho de 2017
Quem foi o Luís de Camões?
No próximo dia 10 de junho celebrar-se-á o «Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas» e hoje, na aula de 1°ESO D tivemos a sorte de contar com a nossa professora Catarina que nos veio falar um pouco sobre esse dia e, também, sobre o grande poeta da língua portuguesa, Luís Vaz de Camões! E, no final, vamos fazer uma exposição com os nossos trabalhos!
terça-feira, 6 de junho de 2017
Afinal o estilo de dança Kuduro tem inspiração europeia?
O tipo de dança chamado Kuduro, apesar de ter nascido em África, mais concretamente em Angola, e ter por base um estilo de música africano, tem uma inspiração europeia, belga, de um famoso ator dos anos 80 e 90. Será que já ouviste falar dos “Músculos de Bruxelas”?
Segundo Tony Amado, auto-proclamado criador da dança Kuduro, a ideia da dança surgiu depois de ver um filme de Jean Claude Van Damme (“Kickboxer”), em que o ator belga aparece num bar, bêbado, a dançar com um estilo muito rijo, duro, e pouco habitual para aquela época. E foi assim que nasceu este estilo de dança que fala português, mas que se dança em qualquer língua!
Por acaso conheces este filme e a famosa cena que inspirou Tony Amado? Se não, não há problema! Aqui a tens, apesar da música não ser a original do filme, adapta-se bem ao ritmo do género musical do Kuduro! Vamos dançar!
Celebração do dia 10 de junho, "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas" no IES Rodríguez Moñino de Badajoz (08/06/2017)
Caros amigos, no IES Rodríguez Moñino celebraremos o "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas" na próxima quinta-feira! Estão todos convidados!
domingo, 4 de junho de 2017
AFINAL, PARA QUE SERVE UM SPINNER? (recurso do youtube)
Chama-se Fidget Spinner e é o brinquedo da moda! Mas porque é que se tornou tão popular, se apenas roda sobre si próprio?
E tu, tens algum? Relaxa-te ou distrai-te?
sexta-feira, 2 de junho de 2017
domingo, 28 de maio de 2017
Intercâmbio com a Escola Secundária de S. Lourenço de Portalegre (3ºESO - 26/04/2017)
Estávamos em falta com os nossos caríssimos alunos do 3ºESO!
As nossas desculpas, meteram-se coisas pelo meio e a publicação da vossa
atividade acabou por ficar esquecida! Uma vez mais, desculpem…
Foi um dia muito bem passado, como já vem sendo habitual, na
companhia dos nossos amigos da Escola Secundária de S. Lourenço de Portalegre!
Agora só falta eles virem até à nossa escola para podermos retribuir a
amabilidade com que sempre nos recebem!
Em breve, subir-se-ão vários vídeos com a atuação da Tuna
desta escola! Que grandes artistas!
Atividade: "Portugal, aqui ao lado" (2ºESO - 26/05/2017)
Na passada sexta-feira, dia 26 de maio, as turmas de 2ºESO
da disciplina de português foram até ali ao lado, quer dizer, a Elvas! Como já
é costume da nossa escola fomos visitar a cidade vizinha, os nossos amigos da
Biblioteca Pública de Elvas e o Museu da Fotografia João Carpinteiro, onde
ficámos a saber um pouco mais sobre a história desta arte que é a fotografia!
Também tirámos muitas fotografias para a exposição “Portugal,
aqui ao lado” que todos os anos organizamos na nossa escola! Mas, como nunca
nenhuma atividade é igual à anterior, tivemos uma excelente surpresa: os nossos
amigos da Biblioteca Pública de Elvas ofereceram a cada aluno um exemplar do livro
“Elvas – A Cidade-Fortaleza”! Muito obrigado amigos por nos ajudarem a aprender
português e a ajudarem-nos a conhecer a nossa raia!
"O Lego Filme" - Trailer oficial em português
Nas nossas últimas aulas de português, vimos “O Lego Filme” e pudemos conhecer várias personagens divertidas e originais! A principal é o Emmet, um trabalhador da construção anónimo e perfeitamente normal e inserido na sociedade dirigida pelo Presidente de Negócios, que, inesperadamente, é confundida não só como alguém absolutamente especial e extraordinário, mas também como a chave para a salvação do mundo! Todos pensam que o Emmet é o eleito, o escolhido, o ESPECIAL!
Ao ver-se envolvido nesta grande confusão, o Emmet forma uma aliança com os conhecidos Mestres Construtores e parte numa grande aventura para impedir o terrível tirano, o alter-ego do Presidente de Negócios, conhecido com Lorde Negócios, cujo objetivo é colar todo o universo Lego com a sua arma secreta: o KRAGLE!
Aproveita para ver este trailer com momentos importantes do filme e prepara-te para o teste de interpretação e compreensão do mesmo. Revê também os apontamentos que tiraste para o teu caderno e estuda também todos os verbos regulares e irregulares do Presente do Indicativo!
Prepara-te com responsabilidade e votos de bom trabalho!
domingo, 21 de maio de 2017
REVISTA CAIS
REVISTA CAIS
Esta revista é conhecida por tentar contribuir para a melhoria global das condições de vida de pessoas social e economicamente vulneráveis.
SABER COMER É SABER VIVER
SABER COMER É SABER VIVER
A ALIMENTAÇÃO É FUNDAMENTAL PARA NOS MANTERMOS SAUDÁVEIS. ESTE VÍDEO DÁ ALGUMAS DICAS PARA ELABORARMOS UMA DIETA SAUDÁVEL.
EU GOSTO É DO VERÃO
EU GOSTO É DO VERÃO - FÚRIA DO AÇUCAR.
QUERES VOLTAR A OUVIR ESTA CANÇÃO PARA TREINAR O VOCABULÁRIO DA METEOROLOGIA?
A Fúria do Açúcar é um grupo
musical de entretenimento pop
português, frequentemente associado
ao humor. Formado em 1991 por João
Melo, João Didelet e Renato
Solnado, começou por ser um
agrupamento de café-concerto onde a
música se misturava com sketches de
humor. A partir de 1993, já só com
músicos na sua composição, iniciam
uma carreira com inúmeros
espetáculos em Portugal, que
culminam em 1996 com a primeira
edição discográfica, Fúria do Açúcar.
HORÓSCOPO
QUAL É O ELEMENTO DA TUA ALMA?
As previsões astrológicas centram-se no estudo das energias conforme à posição dos astros. Estas energias são a força que, dependendo do mês de nascimento, formam à nossa personalidade. Segundo a Astrologia, existem quatro forças básicas: o Fogo (Carneiro, Leão e Sagitário), Ar (Balança, Aquário e Gémeos), a Àgua (Caranguejo, Escorpião e Peixe) e a Terra (Capricórnio, Touro e Virgem) e deles depende a nossa atitude frente ao mundo.
FAZ ESTE TESTE PARA DESCOBRIRES QUAL É O ELEMENTO DA TUA ALMA!!
ATENTO! É PORTUGUÊS DO BRASIL!!
PREVISÕES DE FUTURO
JÁ OVISTE OUVIR DA BABA VANGA?
A Baba Vanga foi uma vidente búlgara que se tornou mundialmente famosa pelas suas incríveis previsões como, por exemplo, os ataques do 11 de Setembro, a eleição do Barack Obama, o Tsunami no Oceano Índico em 2004 ou a ascensão do ISIS. Os seus seguidores afirmam que a Baba Vanga tem uma média de acerto de 85%.
OS FALSOS AMIGOS
QUERES CONTINUAR A TREINAR OS FALSOS AMIGOS?
TENTA DESCOBRIR QUAIS SÃO OS FALSOS AMIGOS DAS IMAGENS DESTE VÍDEO!
E NÓS... POR ONDE COMEÇAMOS?
DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA
Já vimos que o facto de brincar é uma das principais formas de expressão das nossas crianças. É a partir desta atividade que consolidam o seu desenvolvimento cognitivo e emocional e que passam a construir significados que ajudem a decifrar o mundo à sua volta. Além disso, brincar é um direito garantido pela Declaração Universal dos Direitos da Criança, a Convenção de Direitos da Criança da ONU e o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Devemos lembrar-nos da importância do direito à infância em sua plenitude, tantas vezes negado por uma sociedade mundial ainda tão desigual, em que muitas crianças são forçadas a abandonar a escola para, por exemplo, trabalhar e ajudar os pais a pagar a rendas e despesas familiares.
Queres voltar a ler a Declaração dos Direitos da Criança?
A CANÇÃO DA NOSSA INFÂNCIA
“Vamos dormir”- Os Patinhos
E agora é a tua vez de voltares atrás no tempo... Lembras-te de qual era a canção da tua infância?
RESPONSABILIDADES DAS CRIANÇAS
O Chefinho
Um bebé falante, que usa fato e carrega uma mala misteriosa, une forças com seu irmão, mais velho e invejoso, para impedir que um inescrupuloso CEO acabe com o amor no mundo. A missão é salvar os pais, impedir a catástrofe e provar que, o mais intenso dos sentimentos, é uma poderosa força.
Ainda pensas que as crianças não têm responsabilidades?
OS VALORES DO DESPORTO
OS VALORES DO DESPORTO
Cada vez mais pessoas afirmam não se sentirem felizes com as suas vidas. Não resulta contraditório que, quanto mais acesso tem o homem aos bens materiais, ache-se mais só e deprimido?
Talvez seja nesta procura de felicidade fora de nós próprios onde radique a perda da essência das nossas vidas.
O desporto ajuda a encontrar-nos com nós próprios e a focar a atenção nas nossas capacidades e na nossa vontade de superação.
Estamos habituados a ver-nos classificados pelo que temos em vez de pelo que somos. Porém, a atividade desportiva leva-nos até o interior das pessoas, dado que potencia a humildade, o respeito e a igualdade. Estes valores são projetados na qualidade das relações interpessoais através da cooperação, da empatia e do companheirismo.
Este vídeo resume os valores do desporto? É isto a desportividade?
A ATIVIDADE FÍSICA NA ADOLESCÊNCIA
A atividade física na adolescência
O desporto ajuda ao corpo e à alma.
Queres saber porquê? Vê este vídeo!!!!
quinta-feira, 18 de maio de 2017
segunda-feira, 15 de maio de 2017
"Amar Pelos Dois" - Salvador Sobral (Thought of You by Ryan Woodward)
O que é que faz falta à música? Imagens? Não sabemos, mas uma melodia e, se assim for o caso, uma boa letra já é mais que suficiente. O Salvador Sobral lembrou-nos que "música não é fogo de artificio". Talvez tenha razão. E tu, o que pensas disto?
quinta-feira, 11 de maio de 2017
Dia da Língua Portuguesa, 5 de maio
A comemoração do Dia da Língua Portuguesa e das Culturas da CPLP (Comunidades dos Países de Língua Portuguesa) deve-se também ao número de alunos espalhados pelo mundo que aprendem a falar português. É o que comprova o vídeo que a seguir publicamos.
Os alunos da turma do 2º da ESO D e do 4º B da nossa escola participaram na exposição de trabalhos (cujo tema era a Lusofonia Musical) a propósito da comemoração do Dia da Língua Portuguesa que decorreu no auditório do CPR (Centro de Profesores y Recursos) em Badajoz.
terça-feira, 2 de maio de 2017
Entrevista a Gonçalo Cadilhe pelos alunos de "2º Bachillerato para a revista educativa “Moñino Times” do IES Rodríguez Moñino de Badajoz
Entrevista elaborada, pelos alunos
de 2ºBachillerato da disciplina de Português do IES Rodríguez Moñino, para a revista educativa "Moñino Times" e um autêntico privilégio poder entrevistar um viajante e ser humano como o Gonçalo Cadilhe!
Entrevista:
Antes de mais, Gonçalo, queríamos agradecer-lhe a simpatia de nos
conceder esta entrevista para a edição nº11 da nossa revista “Moñino Times” e
dizer-lhe que foi com muito prazer que conhecemos a sua obra e ficámos
fascinados com uma biografia tão interessante. Gostávamos de saber o que é que
o motivou a começar a viajar?
É com muito prazer que partilho a
minha experiência convosco. O que me provavelmente me motivou a viajar foi a
possibilidade de poder viajar, é tão simples como isso. Acho que qualquer
pessoa normal, podendo viajar, põe-se a viajar. É uma daquelas coisas na vida
que é tão boa e tão aliciante que só mesmo alguém que não funciona bem ou que
sofre daquela doença que se chama agorafobia, que é o medo de sair dos lugares
conhecidos, só alguém que sofre dessa doença, é que não se põe a viajar. Estou a brincar, mas estou a falar a sério.
Portanto, sendo um habitante do mundo ocidental no século XX, era relativamente
fácil para mim pôr-me a viajar e foi isso que eu fiz. O que eu quero dizer com
isto é que se eu fosse um albanês ou um congolês, apesar de viver no século XX,
provavelmente nunca teria podido viajar. Da mesma maneira, se eu fosse um
europeu ou um português, mas do século XVIII ou XIX também teria sido muito
difícil pôr-me a viajar. Assim tive a sorte, o privilégio de nascer em Portugal
no final da década de sessenta, portanto, quando cheguei ao final dos anos
oitenta estava em plena maturidade e tive a liberdade de optar por dedicar o
melhor da minha energia e da minha conta bancária a viajar.
Para além desta razão que toca a
todos os ocidentais, que nasceram na segunda metade do século XX, há outra
questão mais concreta. Eu nasci e cresci numa cidade à beira-mar, que é a
Figueira da Foz, onde o surf é uma atividade praticada por bastantes pessoas
porque as ondas são de uma qualidade internacional. E eu cresci a contactar
surfistas da Austrália, da Califórnia, da África do Sul que vinham passar
algumas semanas à Figueira da Foz, fazia parte do itinerário que eles faziam no
seu “gap year”, no seu ano de volta ao mundo, que é uma espécie de ritual de
passagem destes jovens, sobretudo australianos. Enfim, é uma espécie de vírus
que me contagiou. Ao longo dos anos oitenta, quando eu tinha 15, 16, 17 anos,
sabia falar inglês, tinha aprendido na escola, portanto tinha facilidade em
comunicar com estes jovens que andavam em carrinhas pão de forma e que
compravam aqueles bilhetes de avião “Around World” válidos por um ano. Eles
viajavam em grupos de quatro, chegavam a Londres, fazia parte do itinerário
deles três meses na Europa, compravam uma carrinha combi “pão de forma” para
estarem os tais três meses na Europa a descer pela costa do Atlântico até
Marrocos, passavam umas semanas na Figueira da Foz, eu falava com eles, ficava
amigo e ficava a saber que existia esta ideia do “gap year” e dar a volta ao
mundo para fazer surf nas melhores ondas do planeta. Esta ideia nunca mais me
abandonou, portanto eu, assim que terminei o meu curso universitário, tinha
muito bem definida a prioridade, que não era arranjar emprego, era fazer esta
volta ao mundo. A realidade é que como tinha este talento para escrever e como
em Portugal havia muito poucas pessoas com conhecimento deste modo de vida, não
modo de vida, mas desta atividade. Eu tive essa vantagem competitiva de poder
transformar aquilo que para a maioria dos jovens australianos ou californianos
é quase uma atividade banal: dar uma volta ao mundo com uma mochila às costas
num certo momento da sua vida. Para mim, num país onde era quase totalmente
desconhecido, eu consegui fazer disto uma profissão.
De tantos lugares por onde andou, sem ter de pensar muito, qual foi
aquele que mais o marcou?
Seria injusto para mim estar a
escolher um país ou uma região em detrimento de outra porque efetivamente são
tantas as regiões e os países onde me senti muito bem e onde tenho regressado
ao longo dos anos, portanto aqui é importante dizer que eu nunca tive o
interesse de fazer aquela célebre lista de estar a marcar as cruzinhas nos
países onde já estive e ver quantas cruzinhas ainda faltam para completar a
lista. Nunca me interessei por fazer isso, portanto ficarei sempre com imensos
países por visitar e regresso regularmente aos países que gostei ou às cidades
que gostei. Posso dizer-vos que espero nunca ir ao Suriname, às Seychelles, à
Arábia Saudita ou ao Dubai, são países que não me interessam, acho nunca irei
lá e pelo contrário espero regressar muitas vezes na vida a Veneza.
De certeza que já experimentou muitos tipos de gastronomia. Qual foi a
mais apetitosa? E de qual não guarda boas recordações?
Sobre a gastronomia posso-vos
dizer que viajando como eu viajo em regime, que hoje se chama “low cost”, mas
que há uns anos atrás era o chamado regime “pé descalço” (mochila às costas a
tentar gastar o mínimo possível), quando se falava em gastronomia eu ria-me
sempre. A minha gastronomia é aquela do
autocarro que passa pela tasca e pára 40 minutos para os passageiros almoçarem.
Come-se o prato do dia e o melhor é nem saber o que é, para não perder o
apetite. Também me estou a lembrar de um livro muito engraçado, para quem gosta
de viajar, de um autor australiano que se chama Peter Moore, e o título do
livro é “No shitting in the toilet”. É um livro que conta histórias absurdas de
quem anda a viajar pelo mundo e na contracapa podem ler esta observação curiosa
que diz assim: “Há duas coisas no mundo que vocês nunca irão querer observar,
uma é os vossos pais a terem sexo e a outra é a cozinha do restaurante indiano
onde acabaram de almoçar”. Isto dá-vos bem a ideia do tipo de situações em que
eu geralmente me encontro quando tenho as minhas refeições de mochila às costas
a viajar pelo mundo, portanto quando me falam de gastronomia eu realmente não
tenho muito a acrescentar sobre essa situação. A minha gastronomia preferida é
quando eu não sei o que é que estive a comer e quando eu não vejo a cozinha do
restaurante ou tasca onde acabei de comer a minha refeição.
Para uma pessoa que já deu a volta ao mundo, podia partilhar connosco
um acontecimento divertido que se lembre?
Tudo me faz rir depois de ter
passado pelas coisas. Há um acontecimento divertido que eu descrevo no “Planisfério
Pessoal” que tem a ver com a forma como nós criamos uma ideia do mundo a partir
dos telejornais e depois quando chegamos lá, ao mundo, percebemos que tudo são
clichés e os telejornais, na sua necessidade de simplificar a realidade,
criam-nos uma ideia do mundo completamente errada. Então há esta situação que
eu conto no livro “Planisfério Pessoal” em que eu atravesso o Afeganistão com
um inglês, que acabo de conhecer na fronteira do Paquistão, Peshawar. Eu tinha
decidido atravessar o Afeganistão vestido como um afegão, ou seja, andava há
várias semanas a deixar crescer o cabelo e a barba, tinha comprado aquelas
camisas saiote que chegam até aos tornozelos, que se chama “chaleur camise”,
enquanto que esse inglês tinha dois metros de altura, era louro, olhos azuis,
sardento, achou que ia manter-se em jeans e t-shirt. Portanto quando andávamos
os dois no Afeganistão ele era obviamente identificado como americano e eu
passava despercebido, ninguém reparava que o português era um afegão. Claro que
eu não sabia falar a língua, se me perguntassem alguma coisa percebiam que eu
não sabia falar, quanto muito, imaginariam que eu era mudo, mas ninguém
compreendia que eu não era afegão. Esta situação era muito divertida, eu andava
sempre vinte metros atrás desse meu amigo Cliffort, se lhe deitassem uma
granada eu sempre tinha 20 metros de distância e tinha mais hipóteses de
sobreviver. Eu dizia-lhe isto e ele ficava furioso. Esta situação já era
divertida, mas a verdade é que, depois de sairmos do Afeganistão, entrámos no
Irão e eu continuei durante as primeiras horas vestido como um pastor afegão e
ele continuou vestido com os seus jeans e t-shirt e depois apanhámos o comboio
da noite que saía da fronteira do Irão para a capital, para Teerão, e pelas
notícias eu continuava a achar que o Irão era um país como o Afeganistão cheio
de terroristas e fundamentalistas. Portanto, o comboio da noite chega ao centro
de Teerão, lá saímos os dois da estação de comboio e de repente eu estou numa
capital que podia ser a capital de qualquer país do Ocidente, ou seja, no meio de pessoas de fato e gravata com as
suas pastas e computadores a irem para o emprego, a apanharem táxi, e agora era
ao contrário: era eu que estava vestido como um pastor afegão no meio de uma
das capitais mais cosmopolitas e avançadas do Médio Oriente e o Cliffort vinte
metros atrás de mim a rir e a ter a certeza que ninguém imaginava que ele
estivesse a viajar comigo e eu a fazer a
figura de pastor afegão sozinho na capital do Irão.
É importante a
simplicidade da bagagem para viajar ou faz-lhe falta muita coisa?
Claro que é muito importante o
pragmatismo, porque se nós começarmos a pensar no que faz falta na bagagem,
então faz-nos sempre falta qualquer coisa que nunca veio, é como a farmácia e
os medicamentos. Levamos sempre os medicamentos todos menos aquele que
precisamos. Quanto à questão da mochila, desde que existem as lojas dos
chineses nunca há nada que nos falte que não possa ser comprada na esquina mais
próxima onde se encontra uma loja de chineses e estão em todo o mundo, até no
Zimbabwe onde praticamente o Mogabe deu cabo do sistema monetário. O segredo da
mochila é mesmo que ela seja leve, que proteja as nossas costas com uma ótima
armação. Isto é muito importante quando andamos a viajar não apenas um par de
dias ou de semanas, mas quando andamos a viajar vários meses. Na minha opinião,
a mochila deve levar, continuo a acreditar que a informação cultural é a melhor
ferramenta e a melhor chave para fazer a diferença no viajante. Aquilo que eu
acho que devemos levar na mochila é mesmo um bom livro para percebermos a
realidade do país que estamos a atravessar. Um bom livro que faça uma
perspetiva histórica, ou seja, através da conversa com o passageiro no assento
ao lado nós conseguimos perceber muito bem a realidade atual do país onde nós
estamos nomeadamente, não digo tanto a política, mas sim o sentido de humor, os
costumes, os gostos e os hábitos, desde como é que se escolhe uma noiva até
qual é a equipa de futebol mais querida da população, todas essas coisas. E
isso está muito bem para uma conversa com o passageiro do lado. Agora para
perceber o enquadramento histórico, perceber como é que o país chegou àquilo
que é hoje, tem que ser um bom livro e portanto penso que é para isso que serve
a mochila hoje em dia. Em relação a roupa e pasta de dentes, e essas coisas,
mudando de país e de clima, de hábitos morais, saímos de uma Tailândia em que
podemos andar de camisola de cava e calções e vamos para um país como o Paquistão
onde as pessoas são extremamente sensíveis à pele descoberta e temos que andar
vestidos para cobrir tudo. Todas essas mudanças não têm que ir dentro da
mochila, vai-se a loja dos chineses e compra-se aquilo que é necessário para o
novo país, ou se vamos do Laos, que é um país tropical, para o Nepal, que é um
país frio nos Himalaias, essas coisas vão-se ajustando, vão-se comprando. A
mochila serve apenas para levar o essencial e o essencial tem a ver com aquilo
que se vai comprando e que depois se vai deitando fora ou oferecendo, tem a ver
com aquilo que nos serve para nos preparar culturalmente para a próxima etapa.
Um viajante conhece muito bem o conceito de fronteira e o Gonçalo é
disso um excelente exemplo. Por isso não podemos deixar de lhe perguntar como é
que vê este presente tão carregado de ideias de construção de muros entre
países e a necessidade de cada vez mais se controlarem as fronteiras?
Paradoxalmente neste mundo que
cada vez mais constrói fronteiras e muros e cada vez dificulta mais a viagem,
no meu caso concreto de viajante profissional que descreve o que vê, esta
situação para a qual caminhamos pode ser vista como uma oportunidade
profissional, pois o que deu a fama aos grandes viajantes, através da história,
foi precisamente essa vantagem competitiva de irem onde mais ninguém ia. Pensem
no caso do Marco Polo, talvez o mais emblemático dos viajantes, mas, se
quisermos ficar pela história de Portugal o caso do Fernão Mendes Pinto, foi
precisamente o facto de escrever, descrever e partilharem aquilo que tinham
visto para que os outros que não viajavam também o pudessem ver através das
palavras que eles deixaram, o que os tornou famosos e, se quisermos, que fez
com que os livros vendessem tanto. No mundo onde toda a gente pode viajar, eu
questiono qual é a função do escritor de viagens, torna-se obsoleta. Portanto,
se o mundo torna a fechar as suas fronteiras e se apenas poucos continuam a
viajar, esses poucos têm outra vez uma missão importante que é a de
transmitirem àqueles que não viajam o que é que existe pelo outro lado,
portanto parece-me que, em termos profissionais, vejo um futuro risonho com as
ideias do Senhor Trump e de todos os seus seguidores e defensores que
proliferam pelo mundo. Pode ser que a minha conta bancária de escritor de
viagens comece a ter números verdes, comece a sair do vermelho. Estou a brincar!
Nem tanto...
Tem viajado muito por Espanha? Conhece a nossa região, a Extremadura, e
o que pensa da nossa cumplicidade raiana com o seu país, ao ponto que cada vez
há mais gente interessada na língua e na cultura portuguesa?
Não tenho viajado muito por
Espanha, tenho aproveitado, sempre que atravesso Espanha para parar. É um país
que admiro imenso, é um país que considero exemplar, gostaria que Portugal
aprendesse muito mais com Espanha do que aquilo que tem aprendido.
Lamentavelmente os portugueses têm muitos preconceitos e têm muita inveja e o
complexo do irmão mais novo, costumo eu dizer, em relação a Espanha.
Infelizmente há também muita falta de comunicação entre Portugal e Espanha,
aliás, vê-se que as povoações de fronteira em Portugal têm mais contactos com
Espanha e vê-se logo que há uma maneira diferente na forma como lidam com os
seus centros históricos, como utilizam os bares e os espaços comuns para criar
uma ligação entre a população. Acho que Portugal tem muito a aprender com
Espanha, também acho que devia haver uma forma de governação mais alargada.
Digamos que sou um iberista embora não tenha ideias muito claras sobre o que é
que quero dizer com isso, mas acho que faria mais sentido a Península Ibérica
pensar-se como uma região inteira em vez de criar muros, que é o que os
discursos nacionalistas sempre têm feito ao longo dos séculos. Acho que hoje em
dia, com o peso da história que temos para trás, não há perigo nenhum em cair
numa conversa de perda de independência ou de identidade ou identidades
nacionais estão perfeitamente consolidadas, portanto podemos perfeitamente
avançar para uma identidade, um tipo de governação mais ibérica e menos
nacionalista. Em relação ao sul de Espanha, Extremadura, conheço a nível
profissional por causa do projeto Magalhães que viveu em Sevilha que saiu do
porto de São Brás de Barrameda, conheço essas zonas. Com o projeto Santo
António é provável que ele também tenha viajado através da rota almóada e
almorávida, pelo sul de Espanha, também voltei a fazer essa zona. Há uns anos
atrás também escrevi uma reportagem sobre os “pueblos blancos”, também tive a
possibilidade de conhecer relativamente bem Ronda e os “pueblos blancos”. Não
conheço o litoral mediterrânico, nunca me interessei muito. Acho muito
interessante a paisagem do interior e espero, quando tiver possibilidade de
viajar quer a nível profissional, quer a nível mais lúdico e de férias, poder
fazê-lo. Mas Espanha é um bocadinho como Portugal para mim. É uma realidade tão
próxima que eu tenho sempre aquela tentação de dizer “tenho sempre tempo” e vou
adiando e vou pensando aqueles países mais distantes e mais complicados a nível
logístico e a nível físico, sei lá Filipinas, o fuso horário e as condições de
vida são duras e então enquanto sou jovem vou apostando nestes destinos mais
distantes e depois, quando for velhinho, vou-me ocupar mais de Portugal e de
Espanha, vou pensado nisto. Não é propriamente a estratégia mais correta porque
recordo sempre esta história que vem descrita.
Se eu tivesse primeiro visitado as cidades originais
construídas em Espanha, se calhar não teria ficado tão fascinado pelos modelos
replicados na América pelos espanhóis e que hoje são conhecidas como as cidades
coloniais americanas, uma delas é Jaca que é património Unesco, e que são
extraordinárias, de facto só podem ser compreendidas depois de enquadradas
dentro do seu modelo original.
Para um homem que decidiu estudar “os passos de S. António”, o que é
que pensa do nosso “Caminho de Santiago”, esse património de peregrinação da
cultura espanhola e cada vez mais internacionalizado? Já alguma vez o fez ou
pensa fazer?
Eu nunca percorri os caminhos de
Santiago, tenho feito trekking em todo o mundo e para mim é uma atividade
extraordinária a possibilidade de sermos autónomos e distantes do meio urbano
ou cada vez mais a humanidade se concentra nas cidades e, infelizmente nas
grandes cidades, portanto esta possibilidade de regressar durante uns dias à
nossa condição original de seres rodeados da natureza é extraordinária, é muito
importante. Tenho viajado e visitado países como por exemplo a Nova Zelândia,
África do Sul onde o trekking é uma atividade corriqueira, onde todos os
cidadãos estão habituados a fazer trekking e os países estão extremamente bem
apetrechados com percursos de trekking para todos os tipos de dificuldade e de
empenho. Eu admiro muito a mentalidade dos australianos dos neozelandeses dos
americanos e dos ingleses, claro, a origem de todos estes países
anglo-saxónicos que praticam regularmente estas atividades que chama de
outdoors. Tenho sempre uma grande tristeza por ver os países do sul da Europa,
nomeadamente Portugal e Espanha, mas agora refiro-me concretamente a Portugal,
talvez pelo excesso de sol porque têm sempre bom tempo nunca valorizam essa
possibilidade de ir apanhar sol que no fundo foi essa a origem da atividade de
outdoor. Pensem no clima inglês, aqueles desgraçados sempre que têm um dia de
sol vão aproveitá-lo e nós temos sempre sol nunca valorizamos. Esta atividade
de trekking de andar de mochila às costas pela natureza tem vindo lentamente,
nos últimos anos, a ser também apreciada pelos italianos com os Alpes e os
Apeninos que têm percursos maravilhosos
pelos espanhóis pelos portugueses muito, muito lentamente. Os caminhos de
Santiago, creio, têm tido um papel importantíssimo nisso, não tanto pelos
caminhos em si, porque de facto não são assim nada de extraordinário em termos
de contacto com a natureza , em termos da transmissão desse sentimento de
regresso às origens, mas são importantes porque transmitem o à-vontade, o
gosto. Isso é uma espécie de iniciação a mais trekking e mais vontade de
outdoors, enfim a esse mundo da caminhada livre com a mochila às costas que é
tão comum nessas culturas, nessas mentalidades que eu tanto admiro. Portanto,
esperemos que caminhos ligados a uma peregrinação religiosa que hoje em dia é
quase anacrónica na Península Ibérica, em Portugal e Espanha, a atividade do
trekking tem cada vez mais adeptos e com isso também as autoridades, as
entidades públicas apetrechem cada vez mais os nossos parque naturais e os
nossos espaços verdes, as nossas montanhas, os nossos territórios que ainda se
encontram intactos para que os portugueses e os espanhóis possam regressar ao
seu estado primordial de homens e as mulheres da natureza.
Caríssimo Gonçalo Cadilhe, em nosso nome e em nome de toda a comunidade
educativa do IES Rodríguez Moñino de Badajoz, queremos expressar-lhe a nossa
gratidão por conceder-nos esta entrevista e despedimo-nos com o desejo de
muitas mais viagens, sendo que, aqui nesta escola raiana, o Gonçalo pode ter a
certeza de encontrar um porto seguro. Muito obrigado!
Obrigado a vocês por se terem interessado pelo meu percurso,
pelo meu trabalho. Até uma próxima oportunidade.
Entrevista elaborada por:
Ismael García, Noelia Cabrera, Esmeralda
Sánchez, Isabel Cadenas, Alejandro Bautista, Manuel Rodríguez, Paula Barragán,
Melissa de Sousa, Rocío Vila, Mª Elena García, Marta Gijón, Javier González,
Raquel González, Paz Morales, Sergio Vital (2ºBachillerato de PL2)
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Critérios de Avaliação do Trabalho: O meu desportista favorito!
Agora vamos marcar uma data para a entrega do trabalho de
avaliação “O meu desportista favorito”. Após a marcação da data, tens de
cumprir com a sua entrega no dia acordado previamente. A não entrega do
trabalho supõe teres um zero na avaliação.
Presta atenção aos critérios de avaliação do trabalho:
- Tens de usar o formato e estrutura entregue pelo teu
professor – 2p;
- O trabalho tem de ser entregue com limpeza e boa
apresentação. Tens de usar uma caligrafia adequada e de tamanho médio (nem
demasiado grande, nem pequena) – 3p;
- Tens de colar uma imagem a cores no espaço identificado
para tal fim – 2p;
- Não podes ter erros ortográficos, tens de saber usar
maiúsculas e minúsculas e a informação sobre o desportista tem de ser coerente
e estar de acordo com o que te é pedido – 2p;
- O teu trabalho tem de estar identificado com o teu nome,
apelido e turma no final da folha A4 – 1p.
Sugestões para fazeres o teu trabalho e teres uma boa nota:
Vai à internet e utiliza do motor de busca www.google.pt, se
necessário, clica em “páginas em português”. Escreve o nome do teu desportista
favorito e procura tudo o que possa ser útil para fazeres um excelente trabalho.
Aproveita para estudares português e teres uma boa nota! Está nas tuas mãos a
responsabilidade de teres boa nota! Bom trabalho!
As Palavras Derivadas: Prefixação e Sufixação
Aqui tens um brevíssimo esquema sobre as palavras derivadas por prefixação e por sufixação. É um tema muito fácil mas para o qual nunca é demais uma boa organização esquemática do nosso estudo.
Aproveita este recurso do nosso blog para complementar a informação do teu livro de português.
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