quinta-feira, 8 de junho de 2017

«Kuduro» do José Malhoa (Há festa em português no Moñino!)

A celebração do "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades" foram uma festa na nossa escola secundária! A prova disso é que as colunas da nossa aparelhagem cairam ao som do José Malhoa e aguentaram a queda, como constatou o professor Alfonso com um: "FUNCIONA"!

Parabéns a todos os envolvidos no projeto! Somos uma ESCOLA VIVA!!!!

«Dança Kuduro» pelos alunos de 1°Bachillerato e 4°ESO do IES Rodríguez M...

Já tínhamos falado nas aulas sobre o que era o "Kuduro" e, coreografados pela professora Catarina, pusemos em prática o que aprendemos no campo de jogos da nossa escola secundária! Vejam só como o ritmo nos flui pelo corpo! 

«Cântico Negro» de José Régio pelos alunos de 4°ESO A

"Não, não vai por aí!", a turma de 4ºESO A vai por onde a leva os seus próprios passos e todos nós no Departamento de Português do IES Rodríguez Moñino estamos orgulhosos de ver que são passos firmes e decididos!



Cântico Negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces 
Estendendo-me os braços, e seguros 
De que seria bom que eu os ouvisse 
Quando me dizem: "vem por aqui!" 
Eu olho-os com olhos lassos, 
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) 
E cruzo os braços, 
E nunca vou por ali... 

A minha glória é esta: 
Criar desumanidade! 
Não acompanhar ninguém. 
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade 
Com que rasguei o ventre à minha mãe 

Não, não vou por aí! Só vou por onde 
Me levam meus próprios passos... 

Se ao que busco saber nenhum de vós responde 
Por que me repetis: "vem por aqui!"? 

Prefiro escorregar nos becos lamacentos, 
Redemoinhar aos ventos, 
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, 
A ir por aí... 

Se vim ao mundo, foi 
Só para desflorar florestas virgens, 
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! 
O mais que faço não vale nada. 

Como, pois sereis vós 
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem 
Para eu derrubar os meus obstáculos?... 
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, 
E vós amais o que é fácil! 
Eu amo o Longe e a Miragem, 
Amo os abismos, as torrentes, os desertos... 

Ide! Tendes estradas, 
Tendes jardins, tendes canteiros, 
Tendes pátria, tendes tectos, 
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios... 
Eu tenho a minha Loucura ! 
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, 
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios... 

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém. 
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe; 
Mas eu, que nunca principio nem acabo, 
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo. 

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções! 
Ninguém me peça definições! 
Ninguém me diga: "vem por aqui"! 
A minha vida é um vendaval que se soltou. 
É uma onda que se alevantou. 
É um átomo a mais que se animou... 
Não sei por onde vou, 
Não sei para onde vou 
- Sei que não vou por aí! 

José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo' 

«Pedra Filosofal» de António Gedeão pelos alunos de 4° ESO A do IES Rodr...

O 4ºESO A é uma daquelas turmas que não precisámos de ensinar-lhe que o sonho comanda a vida, pois são o exemplo de que vale a pena sonhar e que com eles o mundo pula e avança com a alegria da infância. Obrigado amigos!




Pedra Filosofal - António Gedeão

Eles não sabem que o sonho

é uma constante da vida

tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,

como este ribeiro manso

em serenos sobressaltos,

como estes pinheiros altos

que em verde e oiro se agitam,

como estas aves que gritam

em bebedeiras de azul.



eles não sabem que o sonho

é vinho, é espuma, é fermento,

bichinho álacre e sedento,

de focinho pontiagudo,

que fossa através de tudo

num perpétuo movimento.



Eles não sabem que o sonho

é tela, é cor, é pincel,

base, fuste, capitel,

arco em ogiva, vitral,

pináculo de catedral,

contraponto, sinfonia,

máscara grega, magia,

que é retorta de alquimista,

mapa do mundo distante,

rosa-dos-ventos, Infante,

caravela quinhentista,

que é cabo da Boa Esperança,

ouro, canela, marfim,

florete de espadachim,

bastidor, passo de dança,

Colombina e Arlequim,

passarola voadora,

pára-raios, locomotiva,

barco de proa festiva,

alto-forno, geradora,

cisão do átomo, radar,

ultra-som, televisão,

desembarque em foguetão

na superfície lunar.



Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.

«Amar Pelos Dois» de Salvador Sobral interpretada pelos alunos do 2° ESO...

Na celebração do "Dia de Portugal", os nossos alunos de 2ºESO A e B, ensaiados pelas professoras María José e María Carmen, cantaram a canção do Salvador Sobral, "Amar pelos dois". Estão todos de parabéns! 

Fotos da peça de teatro «O Bojador», de Sophia de Mello Breyner, interpretada pelos alunos do 4°ESO B

Aqui temos algumas fotos da peça de teatro «O Bojador», da autoria de Sophia de Mello Breyner, interpretada pelos alunos do 4°ESO B e ensaiados pelas professoras Luisa Antón e Catarina Lages. Temos artistas!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Quem foi o Luís de Camões?

No próximo dia 10 de junho celebrar-se-á o «Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas» e hoje, na aula de 1°ESO D tivemos a sorte de contar com a nossa professora Catarina que nos veio falar um pouco sobre esse dia e, também, sobre o grande poeta da língua portuguesa, Luís Vaz de Camões! E, no final, vamos fazer uma exposição com os nossos trabalhos!

Os alunos de 4°ESO A, num lugar ao sol, a pensarem sobre a infância...

terça-feira, 6 de junho de 2017

Afinal o estilo de dança Kuduro tem inspiração europeia?

O tipo de dança chamado Kuduro, apesar de ter nascido em África, mais concretamente em Angola, e ter por base um estilo de música africano, tem uma inspiração europeia, belga, de um famoso ator dos anos 80 e 90. Será que já ouviste falar dos “Músculos de Bruxelas”?

Segundo Tony Amado, auto-proclamado criador da dança Kuduro, a ideia da dança surgiu depois de ver um filme de Jean Claude Van Damme (“Kickboxer”), em que o ator belga aparece num bar, bêbado, a dançar com um estilo muito rijo, duro, e pouco habitual para aquela época. E foi assim que nasceu este estilo de dança que fala português, mas que se dança em qualquer língua!

Por acaso conheces este filme e a famosa cena que inspirou Tony Amado? Se não, não há problema! Aqui a tens, apesar da música não ser a original do filme, adapta-se bem ao ritmo do género musical do Kuduro! Vamos dançar!


Celebração do dia 10 de junho, "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas" no IES Rodríguez Moñino de Badajoz (08/06/2017)

Caros amigos, no IES Rodríguez Moñino celebraremos o "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas" na próxima quinta-feira! Estão todos convidados!  

domingo, 4 de junho de 2017

AFINAL, PARA QUE SERVE UM SPINNER? (recurso do youtube)

Chama-se Fidget Spinner e é o brinquedo da moda! Mas porque é que se tornou tão popular, se apenas roda sobre si próprio? 
E tu, tens algum? Relaxa-te ou distrai-te?



domingo, 28 de maio de 2017

Intercâmbio com a Escola Secundária de S. Lourenço de Portalegre (3ºESO - 26/04/2017)

Estávamos em falta com os nossos caríssimos alunos do 3ºESO! As nossas desculpas, meteram-se coisas pelo meio e a publicação da vossa atividade acabou por ficar esquecida! Uma vez mais, desculpem…

Foi um dia muito bem passado, como já vem sendo habitual, na companhia dos nossos amigos da Escola Secundária de S. Lourenço de Portalegre! Agora só falta eles virem até à nossa escola para podermos retribuir a amabilidade com que sempre nos recebem!


Em breve, subir-se-ão vários vídeos com a atuação da Tuna desta escola! Que grandes artistas!


Atividade: "Portugal, aqui ao lado" (2ºESO - 26/05/2017)

Na passada sexta-feira, dia 26 de maio, as turmas de 2ºESO da disciplina de português foram até ali ao lado, quer dizer, a Elvas! Como já é costume da nossa escola fomos visitar a cidade vizinha, os nossos amigos da Biblioteca Pública de Elvas e o Museu da Fotografia João Carpinteiro, onde ficámos a saber um pouco mais sobre a história desta arte que é a fotografia!


Também tirámos muitas fotografias para a exposição “Portugal, aqui ao lado” que todos os anos organizamos na nossa escola! Mas, como nunca nenhuma atividade é igual à anterior, tivemos uma excelente surpresa: os nossos amigos da Biblioteca Pública de Elvas ofereceram a cada aluno um exemplar do livro “Elvas – A Cidade-Fortaleza”! Muito obrigado amigos por nos ajudarem a aprender português e a ajudarem-nos a conhecer a nossa raia! 






"O Lego Filme" - Trailer oficial em português

Nas nossas últimas aulas de português, vimos “O Lego Filme” e pudemos conhecer várias personagens divertidas e originais! A principal é o Emmet, um trabalhador da construção anónimo e perfeitamente normal e inserido na sociedade dirigida pelo Presidente de Negócios, que, inesperadamente, é confundida não só como alguém absolutamente especial e extraordinário, mas também como a chave para a salvação do mundo! Todos pensam que o Emmet é o eleito, o escolhido, o ESPECIAL! 
Ao ver-se envolvido nesta grande confusão, o Emmet forma uma aliança com os conhecidos Mestres Construtores e parte numa grande aventura para impedir o terrível tirano, o alter-ego do Presidente de Negócios, conhecido com Lorde Negócios, cujo objetivo é colar todo o universo Lego com a sua arma secreta: o KRAGLE!

Aproveita para ver este trailer com momentos importantes do filme e prepara-te para o teste de interpretação e compreensão do mesmo. Revê também os apontamentos que tiraste para o teu caderno e estuda também todos os verbos regulares e irregulares do Presente do Indicativo!

Prepara-te com responsabilidade e votos de bom trabalho!

domingo, 21 de maio de 2017

REVISTA CAIS

REVISTA CAIS


Esta revista é conhecida por tentar contribuir para a melhoria global das condições de vida de pessoas social e economicamente vulneráveis.



SABER COMER É SABER VIVER


SABER COMER É SABER VIVER

A ALIMENTAÇÃO É FUNDAMENTAL PARA NOS MANTERMOS SAUDÁVEIS. ESTE VÍDEO DÁ ALGUMAS DICAS PARA ELABORARMOS UMA DIETA SAUDÁVEL. 





EU GOSTO É DO VERÃO

EU GOSTO É DO VERÃO - FÚRIA DO AÇUCAR. 


QUERES VOLTAR A OUVIR ESTA CANÇÃO PARA TREINAR O VOCABULÁRIO DA METEOROLOGIA?




A Fúria do Açúcar é um grupo musical de entretenimento pop português, frequentemente associado ao humor. Formado em 1991 por João Melo, João Didelet e Renato Solnado, começou por ser um agrupamento de café-concerto onde a música se misturava com sketches de humor. A partir de 1993, já só com músicos na sua composição, iniciam uma carreira com inúmeros espetáculos em Portugal, que culminam em 1996 com a primeira edição discográfica, Fúria do Açúcar.


HORÓSCOPO

QUAL É O ELEMENTO DA TUA ALMA?


As previsões astrológicas centram-se no estudo das energias conforme à posição dos astros. Estas energias são a força que, dependendo do mês de nascimento, formam à nossa personalidade. Segundo a Astrologia, existem quatro forças básicas: o Fogo (Carneiro, Leão e Sagitário), Ar (Balança, Aquário e Gémeos), a Àgua (Caranguejo, Escorpião e Peixe) e a Terra (Capricórnio, Touro e Virgem) e deles depende a nossa atitude frente ao mundo.

FAZ ESTE TESTE PARA DESCOBRIRES QUAL É O ELEMENTO DA TUA ALMA!!
ATENTO! É PORTUGUÊS DO BRASIL!!



PREVISÕES DE FUTURO

JÁ OVISTE OUVIR DA BABA VANGA?


A Baba Vanga foi uma vidente búlgara que se tornou mundialmente famosa pelas suas incríveis previsões como, por exemplo, os ataques do 11 de Setembro, a eleição do Barack Obama, o Tsunami no Oceano Índico em 2004 ou a ascensão do ISIS. Os seus seguidores afirmam que a Baba Vanga tem uma média de acerto de 85%.


OS FALSOS AMIGOS

QUERES CONTINUAR A TREINAR OS FALSOS AMIGOS?


TENTA DESCOBRIR QUAIS SÃO OS FALSOS AMIGOS DAS IMAGENS DESTE VÍDEO!



E NÓS... POR ONDE COMEÇAMOS?



DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA


Já vimos que o facto de brincar é uma das principais formas de expressão das nossas crianças. É a partir desta atividade que consolidam o seu desenvolvimento cognitivo e emocional e que passam a construir significados que ajudem a decifrar o mundo à sua volta. Além disso, brincar é um direito garantido pela Declaração Universal dos Direitos da Criança, a Convenção de Direitos da Criança da ONU e o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Devemos lembrar-nos da importância do direito à infância em sua plenitude, tantas vezes negado por uma sociedade mundial ainda tão desigual, em que muitas crianças são forçadas a abandonar a escola para, por exemplo, trabalhar e ajudar os pais a pagar a rendas e despesas familiares.

Queres voltar a ler a Declaração dos Direitos da Criança?



A CANÇÃO DA NOSSA INFÂNCIA

“Vamos dormir”- Os Patinhos

E agora é a tua vez de voltares atrás no tempo... Lembras-te de qual era a canção da tua infância?


RESPONSABILIDADES DAS CRIANÇAS

O Chefinho

Um bebé falante, que usa fato e carrega uma mala misteriosa, une forças com seu irmão, mais velho e invejoso, para impedir que um inescrupuloso CEO acabe com o amor no mundo. A missão é salvar os pais, impedir a catástrofe e provar que, o mais intenso dos sentimentos, é uma poderosa força.






Ainda pensas que as crianças não têm responsabilidades?



AS PARTES DO CORPO

QUERES VOLTAR A OUVIR ESTA CANÇÃO PARA TREINAR AS PARTES DO CORPO?



OS VALORES DO DESPORTO


OS VALORES DO DESPORTO


Cada vez mais pessoas afirmam não se sentirem felizes com as suas vidas. Não resulta contraditório que, quanto mais acesso tem o homem aos bens materiais, ache-se mais só e deprimido?
Talvez seja nesta procura de felicidade fora de nós próprios onde radique a perda da essência das nossas vidas.
O desporto ajuda a encontrar-nos com nós próprios e a focar a atenção nas nossas capacidades e na nossa vontade de superação.
Estamos habituados a ver-nos classificados pelo que temos em vez de pelo que somos. Porém, a atividade desportiva leva-nos até o interior das pessoas, dado que potencia a humildade, o respeito e a igualdade. Estes valores são projetados na qualidade das relações interpessoais através da cooperação, da empatia e do companheirismo.

Este vídeo resume os valores do desporto? É isto a desportividade



A ATIVIDADE FÍSICA NA ADOLESCÊNCIA

A atividade física na adolescência

 O desporto ajuda ao corpo e à alma.

Queres saber porquê? Vê este vídeo!!!!  

segunda-feira, 15 de maio de 2017

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Dia da Língua Portuguesa, 5 de maio

A comemoração do Dia da Língua Portuguesa e das Culturas da CPLP (Comunidades dos Países de Língua Portuguesa) deve-se também ao número de alunos espalhados pelo mundo que aprendem a falar português. É o que comprova o vídeo que a seguir publicamos.  





Os alunos da turma do 2º da ESO D e do 4º B da nossa escola participaram na exposição de trabalhos (cujo tema era a Lusofonia Musical) a propósito da comemoração do Dia da Língua Portuguesa que decorreu no auditório do CPR (Centro de Profesores y Recursos) em Badajoz.




terça-feira, 2 de maio de 2017

Entrevista a Gonçalo Cadilhe pelos alunos de "2º Bachillerato para a revista educativa “Moñino Times” do IES Rodríguez Moñino de Badajoz

Entrevista elaborada, pelos alunos de 2ºBachillerato da disciplina de Português do IES Rodríguez Moñino, para a revista educativa "Moñino Times" e um autêntico privilégio poder entrevistar um viajante e ser humano como o Gonçalo Cadilhe!


Entrevista:
Antes de mais, Gonçalo, queríamos agradecer-lhe a simpatia de nos conceder esta entrevista para a edição nº11 da nossa revista “Moñino Times” e dizer-lhe que foi com muito prazer que conhecemos a sua obra e ficámos fascinados com uma biografia tão interessante. Gostávamos de saber o que é que o motivou a começar a viajar?

É com muito prazer que partilho a minha experiência convosco. O que me provavelmente me motivou a viajar foi a possibilidade de poder viajar, é tão simples como isso. Acho que qualquer pessoa normal, podendo viajar, põe-se a viajar. É uma daquelas coisas na vida que é tão boa e tão aliciante que só mesmo alguém que não funciona bem ou que sofre daquela doença que se chama agorafobia, que é o medo de sair dos lugares conhecidos, só alguém que sofre dessa doença, é que não se põe a viajar.  Estou a brincar, mas estou a falar a sério. Portanto, sendo um habitante do mundo ocidental no século XX, era relativamente fácil para mim pôr-me a viajar e foi isso que eu fiz. O que eu quero dizer com isto é que se eu fosse um albanês ou um congolês, apesar de viver no século XX, provavelmente nunca teria podido viajar. Da mesma maneira, se eu fosse um europeu ou um português, mas do século XVIII ou XIX também teria sido muito difícil pôr-me a viajar. Assim tive a sorte, o privilégio de nascer em Portugal no final da década de sessenta, portanto, quando cheguei ao final dos anos oitenta estava em plena maturidade e tive a liberdade de optar por dedicar o melhor da minha energia e da minha conta bancária a viajar.

Para além desta razão que toca a todos os ocidentais, que nasceram na segunda metade do século XX, há outra questão mais concreta. Eu nasci e cresci numa cidade à beira-mar, que é a Figueira da Foz, onde o surf é uma atividade praticada por bastantes pessoas porque as ondas são de uma qualidade internacional. E eu cresci a contactar surfistas da Austrália, da Califórnia, da África do Sul que vinham passar algumas semanas à Figueira da Foz, fazia parte do itinerário que eles faziam no seu “gap year”, no seu ano de volta ao mundo, que é uma espécie de ritual de passagem destes jovens, sobretudo australianos. Enfim, é uma espécie de vírus que me contagiou. Ao longo dos anos oitenta, quando eu tinha 15, 16, 17 anos, sabia falar inglês, tinha aprendido na escola, portanto tinha facilidade em comunicar com estes jovens que andavam em carrinhas pão de forma e que compravam aqueles bilhetes de avião “Around World” válidos por um ano. Eles viajavam em grupos de quatro, chegavam a Londres, fazia parte do itinerário deles três meses na Europa, compravam uma carrinha combi “pão de forma” para estarem os tais três meses na Europa a descer pela costa do Atlântico até Marrocos, passavam umas semanas na Figueira da Foz, eu falava com eles, ficava amigo e ficava a saber que existia esta ideia do “gap year” e dar a volta ao mundo para fazer surf nas melhores ondas do planeta. Esta ideia nunca mais me abandonou, portanto eu, assim que terminei o meu curso universitário, tinha muito bem definida a prioridade, que não era arranjar emprego, era fazer esta volta ao mundo. A realidade é que como tinha este talento para escrever e como em Portugal havia muito poucas pessoas com conhecimento deste modo de vida, não modo de vida, mas desta atividade. Eu tive essa vantagem competitiva de poder transformar aquilo que para a maioria dos jovens australianos ou californianos é quase uma atividade banal: dar uma volta ao mundo com uma mochila às costas num certo momento da sua vida. Para mim, num país onde era quase totalmente desconhecido, eu consegui fazer disto uma profissão.

De tantos lugares por onde andou, sem ter de pensar muito, qual foi aquele que mais o marcou?


Seria injusto para mim estar a escolher um país ou uma região em detrimento de outra porque efetivamente são tantas as regiões e os países onde me senti muito bem e onde tenho regressado ao longo dos anos, portanto aqui é importante dizer que eu nunca tive o interesse de fazer aquela célebre lista de estar a marcar as cruzinhas nos países onde já estive e ver quantas cruzinhas ainda faltam para completar a lista. Nunca me interessei por fazer isso, portanto ficarei sempre com imensos países por visitar e regresso regularmente aos países que gostei ou às cidades que gostei. Posso dizer-vos que espero nunca ir ao Suriname, às Seychelles, à Arábia Saudita ou ao Dubai, são países que não me interessam, acho nunca irei lá e pelo contrário espero regressar muitas vezes na vida a Veneza.


De certeza que já experimentou muitos tipos de gastronomia. Qual foi a mais apetitosa? E de qual não guarda boas recordações?

Sobre a gastronomia posso-vos dizer que viajando como eu viajo em regime, que hoje se chama “low cost”, mas que há uns anos atrás era o chamado regime “pé descalço” (mochila às costas a tentar gastar o mínimo possível), quando se falava em gastronomia eu ria-me sempre.  A minha gastronomia é aquela do autocarro que passa pela tasca e pára 40 minutos para os passageiros almoçarem. Come-se o prato do dia e o melhor é nem saber o que é, para não perder o apetite. Também me estou a lembrar de um livro muito engraçado, para quem gosta de viajar, de um autor australiano que se chama Peter Moore, e o título do livro é “No shitting in the toilet”. É um livro que conta histórias absurdas de quem anda a viajar pelo mundo e na contracapa podem ler esta observação curiosa que diz assim: “Há duas coisas no mundo que vocês nunca irão querer observar, uma é os vossos pais a terem sexo e a outra é a cozinha do restaurante indiano onde acabaram de almoçar”. Isto dá-vos bem a ideia do tipo de situações em que eu geralmente me encontro quando tenho as minhas refeições de mochila às costas a viajar pelo mundo, portanto quando me falam de gastronomia eu realmente não tenho muito a acrescentar sobre essa situação. A minha gastronomia preferida é quando eu não sei o que é que estive a comer e quando eu não vejo a cozinha do restaurante ou tasca onde acabei de comer a minha refeição.


Para uma pessoa que já deu a volta ao mundo, podia partilhar connosco um acontecimento divertido que se lembre?

Tudo me faz rir depois de ter passado pelas coisas. Há um acontecimento divertido que eu descrevo no “Planisfério Pessoal” que tem a ver com a forma como nós criamos uma ideia do mundo a partir dos telejornais e depois quando chegamos lá, ao mundo, percebemos que tudo são clichés e os telejornais, na sua necessidade de simplificar a realidade, criam-nos uma ideia do mundo completamente errada. Então há esta situação que eu conto no livro “Planisfério Pessoal” em que eu atravesso o Afeganistão com um inglês, que acabo de conhecer na fronteira do Paquistão, Peshawar. Eu tinha decidido atravessar o Afeganistão vestido como um afegão, ou seja, andava há várias semanas a deixar crescer o cabelo e a barba, tinha comprado aquelas camisas saiote que chegam até aos tornozelos, que se chama “chaleur camise”, enquanto que esse inglês tinha dois metros de altura, era louro, olhos azuis, sardento, achou que ia manter-se em jeans e t-shirt. Portanto quando andávamos os dois no Afeganistão ele era obviamente identificado como americano e eu passava despercebido, ninguém reparava que o português era um afegão. Claro que eu não sabia falar a língua, se me perguntassem alguma coisa percebiam que eu não sabia falar, quanto muito, imaginariam que eu era mudo, mas ninguém compreendia que eu não era afegão. Esta situação era muito divertida, eu andava sempre vinte metros atrás desse meu amigo Cliffort, se lhe deitassem uma granada eu sempre tinha 20 metros de distância e tinha mais hipóteses de sobreviver. Eu dizia-lhe isto e ele ficava furioso. Esta situação já era divertida, mas a verdade é que, depois de sairmos do Afeganistão, entrámos no Irão e eu continuei durante as primeiras horas vestido como um pastor afegão e ele continuou vestido com os seus jeans e t-shirt e depois apanhámos o comboio da noite que saía da fronteira do Irão para a capital, para Teerão, e pelas notícias eu continuava a achar que o Irão era um país como o Afeganistão cheio de terroristas e fundamentalistas. Portanto, o comboio da noite chega ao centro de Teerão, lá saímos os dois da estação de comboio e de repente eu estou numa capital que podia ser a capital de qualquer país do Ocidente, ou seja,  no meio de pessoas de fato e gravata com as suas pastas e computadores a irem para o emprego, a apanharem táxi, e agora era ao contrário: era eu que estava vestido como um pastor afegão no meio de uma das capitais mais cosmopolitas e avançadas do Médio Oriente e o Cliffort vinte metros atrás de mim a rir e a ter a certeza que ninguém imaginava que ele estivesse a viajar comigo e  eu a fazer a figura de pastor afegão sozinho na capital do Irão.


É importante a simplicidade da bagagem para viajar ou faz-lhe falta muita coisa?

Claro que é muito importante o pragmatismo, porque se nós começarmos a pensar no que faz falta na bagagem, então faz-nos sempre falta qualquer coisa que nunca veio, é como a farmácia e os medicamentos. Levamos sempre os medicamentos todos menos aquele que precisamos. Quanto à questão da mochila, desde que existem as lojas dos chineses nunca há nada que nos falte que não possa ser comprada na esquina mais próxima onde se encontra uma loja de chineses e estão em todo o mundo, até no Zimbabwe onde praticamente o Mogabe deu cabo do sistema monetário. O segredo da mochila é mesmo que ela seja leve, que proteja as nossas costas com uma ótima armação. Isto é muito importante quando andamos a viajar não apenas um par de dias ou de semanas, mas quando andamos a viajar vários meses. Na minha opinião, a mochila deve levar, continuo a acreditar que a informação cultural é a melhor ferramenta e a melhor chave para fazer a diferença no viajante. Aquilo que eu acho que devemos levar na mochila é mesmo um bom livro para percebermos a realidade do país que estamos a atravessar. Um bom livro que faça uma perspetiva histórica, ou seja, através da conversa com o passageiro no assento ao lado nós conseguimos perceber muito bem a realidade atual do país onde nós estamos nomeadamente, não digo tanto a política, mas sim o sentido de humor, os costumes, os gostos e os hábitos, desde como é que se escolhe uma noiva até qual é a equipa de futebol mais querida da população, todas essas coisas. E isso está muito bem para uma conversa com o passageiro do lado. Agora para perceber o enquadramento histórico, perceber como é que o país chegou àquilo que é hoje, tem que ser um bom livro e portanto penso que é para isso que serve a mochila hoje em dia. Em relação a roupa e pasta de dentes, e essas coisas, mudando de país e de clima, de hábitos morais, saímos de uma Tailândia em que podemos andar de camisola de cava e calções e vamos para um país como o Paquistão onde as pessoas são extremamente sensíveis à pele descoberta e temos que andar vestidos para cobrir tudo. Todas essas mudanças não têm que ir dentro da mochila, vai-se a loja dos chineses e compra-se aquilo que é necessário para o novo país, ou se vamos do Laos, que é um país tropical, para o Nepal, que é um país frio nos Himalaias, essas coisas vão-se ajustando, vão-se comprando. A mochila serve apenas para levar o essencial e o essencial tem a ver com aquilo que se vai comprando e que depois se vai deitando fora ou oferecendo, tem a ver com aquilo que nos serve para nos preparar culturalmente para a próxima etapa.


Um viajante conhece muito bem o conceito de fronteira e o Gonçalo é disso um excelente exemplo. Por isso não podemos deixar de lhe perguntar como é que vê este presente tão carregado de ideias de construção de muros entre países e a necessidade de cada vez mais se controlarem as fronteiras?

Paradoxalmente neste mundo que cada vez mais constrói fronteiras e muros e cada vez dificulta mais a viagem, no meu caso concreto de viajante profissional que descreve o que vê, esta situação para a qual caminhamos pode ser vista como uma oportunidade profissional, pois o que deu a fama aos grandes viajantes, através da história, foi precisamente essa vantagem competitiva de irem onde mais ninguém ia. Pensem no caso do Marco Polo, talvez o mais emblemático dos viajantes, mas, se quisermos ficar pela história de Portugal o caso do Fernão Mendes Pinto, foi precisamente o facto de escrever, descrever e partilharem aquilo que tinham visto para que os outros que não viajavam também o pudessem ver através das palavras que eles deixaram, o que os tornou famosos e, se quisermos, que fez com que os livros vendessem tanto. No mundo onde toda a gente pode viajar, eu questiono qual é a função do escritor de viagens, torna-se obsoleta. Portanto, se o mundo torna a fechar as suas fronteiras e se apenas poucos continuam a viajar, esses poucos têm outra vez uma missão importante que é a de transmitirem àqueles que não viajam o que é que existe pelo outro lado, portanto parece-me que, em termos profissionais, vejo um futuro risonho com as ideias do Senhor Trump e de todos os seus seguidores e defensores que proliferam pelo mundo. Pode ser que a minha conta bancária de escritor de viagens comece a ter números verdes, comece a sair do vermelho. Estou a brincar! Nem tanto...

Tem viajado muito por Espanha? Conhece a nossa região, a Extremadura, e o que pensa da nossa cumplicidade raiana com o seu país, ao ponto que cada vez há mais gente interessada na língua e na cultura portuguesa?

Não tenho viajado muito por Espanha, tenho aproveitado, sempre que atravesso Espanha para parar. É um país que admiro imenso, é um país que considero exemplar, gostaria que Portugal aprendesse muito mais com Espanha do que aquilo que tem aprendido. Lamentavelmente os portugueses têm muitos preconceitos e têm muita inveja e o complexo do irmão mais novo, costumo eu dizer, em relação a Espanha. Infelizmente há também muita falta de comunicação entre Portugal e Espanha, aliás, vê-se que as povoações de fronteira em Portugal têm mais contactos com Espanha e vê-se logo que há uma maneira diferente na forma como lidam com os seus centros históricos, como utilizam os bares e os espaços comuns para criar uma ligação entre a população. Acho que Portugal tem muito a aprender com Espanha, também acho que devia haver uma forma de governação mais alargada. Digamos que sou um iberista embora não tenha ideias muito claras sobre o que é que quero dizer com isso, mas acho que faria mais sentido a Península Ibérica pensar-se como uma região inteira em vez de criar muros, que é o que os discursos nacionalistas sempre têm feito ao longo dos séculos. Acho que hoje em dia, com o peso da história que temos para trás, não há perigo nenhum em cair numa conversa de perda de independência ou de identidade ou identidades nacionais estão perfeitamente consolidadas, portanto podemos perfeitamente avançar para uma identidade, um tipo de governação mais ibérica e menos nacionalista. Em relação ao sul de Espanha, Extremadura, conheço a nível profissional por causa do projeto Magalhães que viveu em Sevilha que saiu do porto de São Brás de Barrameda, conheço essas zonas. Com o projeto Santo António é provável que ele também tenha viajado através da rota almóada e almorávida, pelo sul de Espanha, também voltei a fazer essa zona. Há uns anos atrás também escrevi uma reportagem sobre os “pueblos blancos”, também tive a possibilidade de conhecer relativamente bem Ronda e os “pueblos blancos”. Não conheço o litoral mediterrânico, nunca me interessei muito. Acho muito interessante a paisagem do interior e espero, quando tiver possibilidade de viajar quer a nível profissional, quer a nível mais lúdico e de férias, poder fazê-lo. Mas Espanha é um bocadinho como Portugal para mim. É uma realidade tão próxima que eu tenho sempre aquela tentação de dizer “tenho sempre tempo” e vou adiando e vou pensando aqueles países mais distantes e mais complicados a nível logístico e a nível físico, sei lá Filipinas, o fuso horário e as condições de vida são duras e então enquanto sou jovem vou apostando nestes destinos mais distantes e depois, quando for velhinho, vou-me ocupar mais de Portugal e de Espanha, vou pensado nisto. Não é propriamente a estratégia mais correta porque recordo sempre esta história que vem descrita.
Se eu tivesse primeiro visitado as cidades originais construídas em Espanha, se calhar não teria ficado tão fascinado pelos modelos replicados na América pelos espanhóis e que hoje são conhecidas como as cidades coloniais americanas, uma delas é Jaca que é património Unesco, e que são extraordinárias, de facto só podem ser compreendidas depois de enquadradas dentro do seu modelo original.

Para um homem que decidiu estudar “os passos de S. António”, o que é que pensa do nosso “Caminho de Santiago”, esse património de peregrinação da cultura espanhola e cada vez mais internacionalizado? Já alguma vez o fez ou pensa fazer?

Eu nunca percorri os caminhos de Santiago, tenho feito trekking em todo o mundo e para mim é uma atividade extraordinária a possibilidade de sermos autónomos e distantes do meio urbano ou cada vez mais a humanidade se concentra nas cidades e, infelizmente nas grandes cidades, portanto esta possibilidade de regressar durante uns dias à nossa condição original de seres rodeados da natureza é extraordinária, é muito importante. Tenho viajado e visitado países como por exemplo a Nova Zelândia, África do Sul onde o trekking é uma atividade corriqueira, onde todos os cidadãos estão habituados a fazer trekking e os países estão extremamente bem apetrechados com percursos de trekking para todos os tipos de dificuldade e de empenho. Eu admiro muito a mentalidade dos australianos dos neozelandeses dos americanos e dos ingleses, claro, a origem de todos estes países anglo-saxónicos que praticam regularmente estas atividades que chama de outdoors. Tenho sempre uma grande tristeza por ver os países do sul da Europa, nomeadamente Portugal e Espanha, mas agora refiro-me concretamente a Portugal, talvez pelo excesso de sol porque têm sempre bom tempo nunca valorizam essa possibilidade de ir apanhar sol que no fundo foi essa a origem da atividade de outdoor. Pensem no clima inglês, aqueles desgraçados sempre que têm um dia de sol vão aproveitá-lo e nós temos sempre sol nunca valorizamos. Esta atividade de trekking de andar de mochila às costas pela natureza tem vindo lentamente, nos últimos anos, a ser também apreciada pelos italianos com os Alpes e os Apeninos que têm   percursos maravilhosos pelos espanhóis pelos portugueses muito, muito lentamente. Os caminhos de Santiago, creio, têm tido um papel importantíssimo nisso, não tanto pelos caminhos em si, porque de facto não são assim nada de extraordinário em termos de contacto com a natureza , em termos da transmissão desse sentimento de regresso às origens, mas são importantes porque transmitem o à-vontade, o gosto. Isso é uma espécie de iniciação a mais trekking e mais vontade de outdoors, enfim a esse mundo da caminhada livre com a mochila às costas que é tão comum nessas culturas, nessas mentalidades que eu tanto admiro. Portanto, esperemos que caminhos ligados a uma peregrinação religiosa que hoje em dia é quase anacrónica na Península Ibérica, em Portugal e Espanha, a atividade do trekking tem cada vez mais adeptos e com isso também as autoridades, as entidades públicas apetrechem cada vez mais os nossos parque naturais e os nossos espaços verdes, as nossas montanhas, os nossos territórios que ainda se encontram intactos para que os portugueses e os espanhóis possam regressar ao seu estado primordial de homens e as mulheres da natureza.

Caríssimo Gonçalo Cadilhe, em nosso nome e em nome de toda a comunidade educativa do IES Rodríguez Moñino de Badajoz, queremos expressar-lhe a nossa gratidão por conceder-nos esta entrevista e despedimo-nos com o desejo de muitas mais viagens, sendo que, aqui nesta escola raiana, o Gonçalo pode ter a certeza de encontrar um porto seguro. Muito obrigado!

Obrigado a vocês por se terem interessado pelo meu percurso, pelo meu trabalho. Até uma próxima oportunidade.

Entrevista elaborada por:

Ismael García, Noelia Cabrera, Esmeralda Sánchez, Isabel Cadenas, Alejandro Bautista, Manuel Rodríguez, Paula Barragán, Melissa de Sousa, Rocío Vila, Mª Elena García, Marta Gijón, Javier González, Raquel González, Paz Morales, Sergio Vital (2ºBachillerato de PL2)

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Critérios de Avaliação do Trabalho: O meu desportista favorito!

Agora vamos marcar uma data para a entrega do trabalho de avaliação “O meu desportista favorito”. Após a marcação da data, tens de cumprir com a sua entrega no dia acordado previamente. A não entrega do trabalho supõe teres um zero na avaliação.

Presta atenção aos critérios de avaliação do trabalho:

- Tens de usar o formato e estrutura entregue pelo teu professor – 2p;

- O trabalho tem de ser entregue com limpeza e boa apresentação. Tens de usar uma caligrafia adequada e de tamanho médio (nem demasiado grande, nem pequena) – 3p;

- Tens de colar uma imagem a cores no espaço identificado para tal fim – 2p;

- Não podes ter erros ortográficos, tens de saber usar maiúsculas e minúsculas e a informação sobre o desportista tem de ser coerente e estar de acordo com o que te é pedido2p;


- O teu trabalho tem de estar identificado com o teu nome, apelido e turma no final da folha A4 – 1p.


Sugestões para fazeres o teu trabalho e teres uma boa nota:

Vai à internet e utiliza do motor de busca www.google.pt, se necessário, clica em “páginas em português”. Escreve o nome do teu desportista favorito e procura tudo o que possa ser útil para fazeres um excelente trabalho. 
Aproveita para estudares português e teres uma boa nota! Está nas tuas mãos a responsabilidade de teres boa nota! Bom trabalho!

As Palavras Derivadas: Prefixação e Sufixação

Aqui tens um brevíssimo esquema sobre as palavras derivadas por prefixação e por sufixação. É um tema muito fácil mas para o qual nunca é demais uma boa organização esquemática do nosso estudo.

Aproveita este recurso do nosso blog para complementar a informação do teu livro de português.



quarta-feira, 5 de abril de 2017

"Burguesinha" - Seu Jorge

Podíamos organizar vários programas de rádio só com as músicas que ouvimos e ficamos a conhecer na aula de português! 
Este é um bom, e cheio de ritmo, exemplo de uma excelente canção do Seu Jorge! Vamos ouvir e conhecer esta "Burguesinha"!


terça-feira, 4 de abril de 2017

"VEM DANCAR KUDURO" - LUCENZO feat BIG ALI



O que é o Kuduro?

O Kuduro é um género musical e sobretudo um género de dança originário de Angola, que foi influenciado por outros géneros como Sungura e Rap.
Recentemente, o Kuduro tornou-se um fenómeno musical em todos os países de língua portuguesa, assim como em outras partes do mundo.

Origem do Kuduro?

O kuduro surge em finais dos anos 80, primeiro como uma dança e com o passar do tempo evoluindo para um género musical, estilo house africano em que se mistura elementos electrónicos com o folclore tradicional, feito pelo povo mais pobre de Luanda e com os meios precários que dispunham. A musica é peculiar no uso de breaks e funk muito utilizados nos anos 80 para criar melodias, mas utilizando loops e letras explícitas, que acabam por ser um reflexo de boa parte da população.
O nome da dança referia-se a um movimento peculiar em que os dançarinos parecem ter a "bunda dura", simulando uma forma agressiva e agitada de dançar como os golpes de Van Damme. Segundo Tony Amado, auto-proclamado criador do Kuduro e conhecido como o "Rei do Kuduro", a ideia da dança surgiu depois de ver o filme de Jean Claude Van Damme, “Kickboxer” (1989), em que o actor aparece num bar, todo bêbado, a dançar com um estilo muito rijo e pouco habitual para aquela época.

O que é que caracteriza o Kuduro?

As letras caracterizam-se pela sua simplicidade e humor. São geralmente escritas em português, e muitas vezes com algum vocabulário de línguas angolanas como, por exemplo, Umbundo Tshokwe Luvale Kikongo e kimbundo), tais como as musicas Da Dombolo, de Dj SL.

Actualmente o Kuduro tem sido modernizado, com novas danças. Novas batidas e grupos musicais criando uma figura e representação próprias (...).

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 3 de abril de 2017

MINICONTOS/MICROCONTOS - 2ºBachillerato da Disciplina de Português (2016-2017)

“Os prados são vermelhos. As folhas são cinzentas. As maçãs são pretas. Em Eurasia não há verde. Em Eurasia só há “fracking”, indústria e polução. O verde nunca existiu”.

Ismael García Cáceres

“A Maria era feliz porque                                                                   
no seu aniversário o seu namorado
oferecia flores.
Mas a Maria nunca era capaz de receber.
Caíram sempre numa pedra que tinha um
nome escrito ‘Maria’”.

“A gargalhada de uma criança
é sempre boa. Expeto quando
são três da manhã e não
tens nenhuma criança.”                    

“Era um homem que dizia que escrevera o melhor livro do mundo.
Perguntam-lhe e ele deu um papel com
uma frase escrita. A frase dizia: ‘o melhor livro do mundo’”.

Paz Morales


“‘Parkinson’: Uma nova técnica de esfumar desenhos”.
 “A arte do sapateado: é uma nova técnica de pisar uvas”.

Raquel González Rodríguez

Uma mulher termina de trabalhar depois das dez horas, chega a casa, vai ao frigorífico, não há comida, senta-se no sofá, morre de fome.

Marta Gijón

“Se tudo o que sobe, desce, então por que é que a chuva que cai do céu, fica sempre cá em baixo?”

Manuel Rodríguez

“O menino pergunto à sua mãe: tens medo da morte ou dos fantasmas? E a mãe disse: -Não, o teu pai tornou-se fantasma. Eu sou o lugar onde ele aparece”.

Paula Barragán Márquez

“Amava essa rosa. Adorava-a. Decidiu levá-la consigo e arrancou-a. Amou-a em solidão”.

“A primeira vez que me apaixonei foi quando nasci”.

Isabel Cadenas Urquía

“Ele gostava dela quando estava ébria, pois assim ela não lhe mentia”.

Esmeralda Sánchez Barrantes

“ ‘Não encontrei melhor idade para apaixonar-me’ – Disse a menina
quando conheceu o seu primeiro cavalo”.

“Todo o mundo está a falar de beleza e ninguém o tinha visto sorrir”.

María Elena García Rojas.

“Estava ali sozinho.
Ouviu alguma coisa no corredor.
Quando se apercebeu, eram muitos
zombies que estavam a correr.
De repente, deligou o alarme/despertador.
Era hora de ir à escola”.

Noelia Cabrera.
“Eles tinham algo de outro planeta
e mudaram-se para Marte”.

“Não encontrava a sua meia laranja e apaixonou-se por uma pêra”.

Rocío Vila M.

“Mãe, a forma como me cuidas e amas é tão única... Nos teus braços é onde me sinto protegida. Quando me perguntarem a tua idade, direi «para sempre».
Amo-te”.

Melissa de Sousa Couto.

“Ele é um homem que corria a última corrida do mundial. Ele finalizou em primeiro lugar, ganhou o mundial e retirou-se. Ele já fez tudo”.

“Microconto, esse pequeno relato em palavras onde tu queres mostrar a imensidade da tua mente”.

Sergio Vital

“Esta é a história duma banana que de prata não era, mas de ouro parecia. Ela era rica”


Alejandro Bautista Alfonso

“Viver” in blog “Sushi de Kriptonita”

“viver é aprender
viver é ser
viver é sobreviver
viver é querer
viver é sofrer
viver?”

quinta-feira, 30 de março de 2017

"Senna" - Um documentário "motorizado"

Sabes que o melhor piloto de Fórmula 1 da história falava português? Sabes quem era? Se não sabes, vai poder conhecer a sua biografia neste excelente, e premiado, documentário bilingue (português e inglês). É o documentário adequado para terminarmos a unidade dos meios de transporte e das perífrases úteis! Vais ver!

Mas antes disso, e de veres o trailer, lê este pequeno texto.

"Senna é a história verídica da lenda brasileira da Fórmula 1, Ayrton Senna, considerado por muitos como o melhor piloto de todos os tempos. Abordando a titânica trajectória de Senna na Fórmula 1, este documentário retrata a sua viagem física e espiritual, para bem e para mal, tal como a sua busca da perfeição e a sua transformação definitiva de principiante dotado a mito deste desporto motorizado."

Senta-te confortavelmente e aproveita para aprenderes português com esta biografia bastante interessante!

"DESFADO" - Ana Moura

Aqui temos a Ana Moura a cantar o tema "Desfado", ao vivo, no programa "5 Para a Meia Noite" (21/11/2012). Este "Desfado" é uma letra e música de Pedro da Silva Martins e é um grande exemplo destas novas grerações que levam o género do Fado além fronteiras e, talvez, além do seu próprio género musical!

Aproveita e fica a conhecer mais coisas sobre a Ana Moura, uma grande artista também conhecida como "a menina bonita do fado"!


O «Currículum Vitae» - Os contratados e ainda por contratar da turma de 4°ESO A

quarta-feira, 29 de março de 2017

Aqui temos o 2°ESO A, a receberem o cheque-prenda oferecido pelo IES Rodríguez Moñino na Livraria Zurbarán

O esforço e a dedicação devem ser recompensados, e assim foi com a turma de português do 2°ESO A que participaram na «Passagem de Modelos» organizada pelo Departamento de Português e pela Direção do IES Rodríguez Moñino, no passado dia 22 de março de 2017.

Parabéns amigos, é graças a vocês que somos uma «Escola Viva».

segunda-feira, 27 de março de 2017

"História" - Diogo Piçarra

Uma história quase sempre tem um princípio e um fim, mesmo que seja contada com recursos típicos da estrutura da narrativa como a analepse, ou, usando o inglês, "flashback". Isto é, uma técnica narrativa que consiste em relatar acontecimentos anteriores ao tempo presente da história ou mesmo anteriores ao início da ação.

Já conheces o Diogo Piçarra, mas será que conheces esta sua história?