segunda-feira, 26 de outubro de 2015

"Tempo É Dinheiro" - AGIR (Official Videoclip)

O prometido é devido! Aqui está a canção "Tempo é Dinheiro" do Agir! Que tenhamos muito tempo! TEMPO DE QUALIDADE!!!

"Ficarei" - Anjos (Videoclip Oficial)

Os “Anjos” são um grupo musical português composto pelos irmãos Sérgio e Nelson.
São muito conhecidos em Portugal pelo tipo de música pop  que fazem, há já muitos anos, e por participarem em muitos programas de televisão.
Também são muito conhecidos por fazerem muitas bandas sonoras de telenovelas em Portugal.
Este é um videoclip bastante antigo mas que nos pode ajudar a responder a duas perguntas, uma de geografia e outra de gramática:
- Onde é que foi gravado este teledisco?
- Qual é o tempo verbal que esta canção nos ajuda a aprender e que nos ficará no ouvido?

domingo, 25 de outubro de 2015

"Aquele abraço" - Gilberto Gil (com legendas)


Esta é uma grande canção do Gilberto Gil, um dos mais importantes cantores da música popular brasileira, que nos demonstra a importância da estima e do apreço através dum abraço!
Talvez assim a vida seja mais positiva...
"Aquele abraço a todos"!

domingo, 18 de outubro de 2015

"Carteiro Em Bicicleta" - João Afonso

Vê o videoclip da seguinte canção, “Carteiro em Bicicleta”, da autoria de João Afonso, e faz as atividades que posteriormente te irão propor! Podes encontrar esta bonita canção no álbum “Missangas”. (Atenção a um pormenor: em português não se costuma dizer “em bicicleta”, mas sim “de bicicleta”, portanto se a canção se chamasse “Carteiro de Bicicleta” seria menos poética, mas mais do dia-a-dia em português!).
 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Navegar em segurança (tiras de banda desenhada )

Olá malta, 
Hoje trazemos umas tiras de banda desenhada (BD) muito divertidas, com as quais poderemos  aprender muito sobre segurança na internet e como usar corretamente esta ferramenta.
Também há informação sobre telemóveis,  facebook, cyberbullying e outros temas importantes. Depois de lermos isto vamos  navegar com mais segurança! 
 Estas tiras foram originalmente publicadas no site  seguranet.pt 













































"Quem és tu miúda?" - Os Azeitonas

“Quem és tu miúda?” é uma canção dos "Azeitonas", um grupo de música pop português, e de certeza que vai ser muito útil para o início desta nova unidade! Presta atenção e tenta descobrir qual é o seu assunto!

Cantiga dos Ais de Armindo Mendes de Carvalho. Novelista, poeta e dramaturgo (1927-1988)


Uma poesia carregada de crítica social e ironia que nos fará sorrir. Magnífica interpretação do ator Mário Viegas.




CANTIGA DOS AIS de Armindo Mendes de Carvalho (1927/1988)

Os ais de todos os dias,
os ais de todas as noites.
Ais do fado e do folclore,
o ai do ó ai ó linda.

Os ais que vêm do peito,
ai pobre dele, coitado
que tão cedo se finou!

Os ais que vêm da alma.
Ais d’ amor e de comédia,
ai pobre da rapariga
que se deixou enganar…
ai a dor daquela mãe.

Os ais que vêm do sexo,
os ais do prazer na cama.
Os ais da pobre senhora
agarrada ao travesseiro
ai que saudades, saudades,
os ais tão cheios de luto
da viúva inconsolável.
Ai pobre daquele velhinho:
_ai que saudades menina,
ai a velhice é tão triste.

Os ais do rico e do pobre
ai o espinho da rosa
os ais do António Nobre.
Ais do peito e da poesia
e os ais de outras coisas mais.
Ai a dor que tenho aqui,
ai o gajo também é,
ai a vida que tu levas,
ai tu não faças asneiras,
ai mulher és o demónio,
ai que terrível tragédia,
ai a culpa é do António!

Ai os ais de tanta gente…
ai que já é dia oito
ai o que vai ser de nós.

E os ais dos liriquistas
a chorar compreensão?
ai que vontade de rir.

E os ais de D. Dinis
Ai Deus e u é…

Triste de quem der um ai
sem achar eco em ninguém.
Os ais da vida e da morte
Ai os ais deste país…

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

“Carta a Josefa, minha avó” (1968) de José Saramago



 
 
No ano de 1968, José Saramago publicou no jornal A Capital, de Lisboa, a crónica Carta a Josefa, minha avó. Anos mais tarde, ela seria publicada no livro Deste Mundo e do Outro.
Esta é uma das crónicas mais emotivas deste escritor português, que ganhou o Premio Nobel de Literatura. Está dedicada à avó dele. Vale a pena lê-la e recordar que os avós atesouram uma experiência e conhecimentos que devemos respeitar e aproveitar.
 
Carta para Josefa, minha avó
Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo — e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água.
Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira — sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.
Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com  isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja.(Contaste-mo tu, ou terei sonhado que o contavas?)
Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém. Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos — e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti — e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava. Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas — e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: «O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!»
É isto que eu não entendo — mas a culpa não é tua.
 
 
Podem encontrar esta crónica na web da Fundação Saramago

 

 


terça-feira, 29 de setembro de 2015

"A Tourada" de Fernando Tordo interpretada pelos "A Naifa"

Mais do que uma canção sobre o mundo da tauromaquia, esta música de Fernando Tordo (interpretada neste video pelos "A Naifa") foi uma crítica mordaz ao regime ditatorial que Portugal vivia no início dos anos 70. 
Presta bem atenção à sua letra e ao seu vocabulário!